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CCIR realiza a 8ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa,

No domingo, dia 20 de setembro, em Copacabana.

 

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) realiza a 8ª Caminhada em defesa da liberdade religiosa, no domingo, dia 20 de setembro, na Praia de Copacabana, a partir das 10h.

 

Com a campanha:

Caminhando a gente se entende, eu tenho fé. Eu visto branco, sou da paz e vc?

 Nos últimos anos a CCIR vem chamando à razão da sociedade para o perigo de uma ditadura religiosa em um país como o Brasil, que é diversificado, repleto de crenças e laico. A comissão, que é a única no mundo a reunir diversos tipos de credos em uma manifestação, se prepara pra receber mais 20.000 pessoas, no Orla de Copacabana. Agora mais do nunca, mostra que, independente de crenças, todos são iguais. Representantes do candomblé, umbanda, evangélicos, católicos, budistas, muçulmanos, judeus, wiccanos, hare krishnas, ciganos, dentre outros que já confirmaram presença. Além de novos adeptos como mórmons e bases evangélicas.

A marcha de 2015 terá a participação especial no palco com Arlindo Cruz e Rogê, além de outras apresentações durante todo o dia. O interlocutor da Comissão (CCIR), babalaô Ivanir dos Santos, atesta que o ano de 2015, a caminhada tomou uma configuração diferente das anteriores.

 Minhas perspectivas voltam-se para que o caminhando a gente se entende, torne-se um marco para as novas e futuras gerações. Espero que encontrem um mundo menos desigual, repleto de respeito e que se orgulhem e deem continuidade à luta pela defesa da liberdade religiosa”, sentencia Ivanir dos Santos.

 

“Quando a religião ou uma ideologia se torna mais importante do que o ser humano, então toda a sociedade está ameaçada”, afirma Pastor Isaías Marcello –

Teólogo e Psicanalista – Pastor vice-presidente da Igreja Batista Betânia.

 

   “A comunidade muçulmana se faz presente desde a primeira caminhada, pois, acreditamos que é primordial o respeito ao nosso semelhante”, Sami Armed Isbelle –

Sociedade Beneficente Muçulmana do RJ (SBMRJ)

“A intenção é ampliar a adesão de vários segmentos religiosos e sociais; essa Caminhada é uma forma de mostrar todo o esforço dos membros desde a fundação, de mostrar que os casos de intolerância religiosa ainda existem”, alegaFátima Damas –

CCIR / Presidente da CEUB – Congregação Espírita Umbandista do Brasil / Sacerdotisa do Templo Umbandista Vovó Maria Conga do Congo

 

Emoldurado pelos últimos acontecimentos, Ivanir liderou e apresentou um dossiê, que evidencia preconceito, discriminação, violência verbal e física de intolerância religiosa no Brasil. A pesquisa foi pautada em dez documentos elaborados entre 2008 a junho de 2015, encaminhados a CCIR com o objetivo de mostrar a intolerância religiosa como um processo histórico no Brasil. O documento foi entregue em agosto – em audiência pública, na ALERJ, como o tema: “Intolerância Religiosa X Democracia”. O objetivo foi discutir a discriminação por motivos religiosos.

Todas as caminhadas ficaram conhecidas também pelos trabalhos voluntários. E esse ano, não será diferente. Simpatizantes e religiosos trabalharão pela garantia de um evento harmonioso, estruturado e seguro. Dezenas de instituições são parceiras e membros da Comissão, como Petrobras e Globo.

Como tudo começou – A Comissão de Combate á Intolerância Religiosa (CCIR) é formada por candomblecistas, umbandistas, católicos, judeus, mulçumanos, wiccanos, budistas, kardecistas, seguidores do santo daime, hare krishnas, evangélicos, ciganos, ateus e agnósticos. O grupo, que é o único no mundo a reunir diversos tipos de credos em uma manifestação, se formou após traficantes de drogas da Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, expulsarem integrantes de matriz africana de suas casas. Os bandidos foram convertidos, a segmentos neopetencostais dentro de presídios e, ao ganharem liberdade, proibiram o chamado “Povo de Santo” de dar continuidade a seus cultos. A CCIR, então, iniciou um protesto nas escadarias da Assembleia Legislativa para chamar a atenção das autoridades, em 2008, reuniu umas 2 mil pessoas.

Primeiramente contando com os seguidores de Umbanda e do Candomblé, a Comissão resolveu ir ás ruas com a Primeira Caminhada, reuniu no mesmo ano cerca de 20 mil pessoas. No ano seguinte, em 2009, recebeu 80 mil pessoas. Em 2010, 120 mil pessoas protestaram contra os preconceitos ligados à fé. Já na 4º Caminhada, computou 180 mil pessoas, que aderiram á luta da CCIR. A 5ª Caminhada em defesa da liberdade religiosa, somou 150 mil pessoas. Nos anos seguintes, na 6ª e 7ª Caminhada somou em torno de 100 mil participantes. E a expectativa pra esse ano é grande, em se tratando dos últimos acontecimentos.

 

8ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa

Dia: 20 (domingo) de outubro

Local: Orla de Copacabana

Das 9h às 17h

 

Grade da agenda:

9h – Café da manhã com lideranças religiosas e imprensa no CIB – Clube Israelita Brasileiro.

Rua Barata Ribeiro, 489 – Copacabana

10h – Esquenta com apresentação de diversos seguimentos religiosos.

Grupo – Afoxé Faraymara

Tambores Japoneses – Taiko

Banda Soul da Paz de São Paulo – Formada por religiosos de diversas religiões, entre outros.

11h – Concentração no Posto 6, seguida até na Praça do Lido.

16h – Show “Na Veia”, com Arlindo Cruz & Rogê, na Praça o Lido.

 

Em tempo:

– Estações de Metrô para o evento: Siqueira Campos, Cardeal Arcoverde e Cantagalo.

– Será coibido o uso de bebida alcoólica.

– Desembarque dos participantes na chegada do evento: na altura do Posto 5, junto ao canteiro central.

– Embarque dos participantes no término do evento: antes das 18h: entre a Avenida Prado – Junior e a Praça do Lido, no canteiro central / depois das 18h: na calçada dos prédios da Avenida Atlântica.

– Posicionamento das baianas do acarajé: do Posto 5 a Praça do Lido, na pista do canteiro central da Avenida Atlântica

Referência: release Assessoria de Comunicação

Rozangela Silva
Sócia Diretora
Bi & Ro Assessoria de Comunicação

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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