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Celebridades: Jéssica Ellen relembra iniciação no candomblé com texto emocionante

 

A atriz, que vive Lucélia de “Filhos da Pátria”, diz que renasceu na cerimônia e se orgulha de sua religião africana

13/11/2017 – 17h58 – Atualizado 13/11/2017 17h59 por REDAÇÃO GLAMOUR

 

Jéssica Ellen usa quelê e roupas típicas da cultura africana (Foto: Reprodução/Instagram)

Jéssica Ellen está feliz por comemorar os três meses de sua iniciação no candomblé nesta segunda-feira, 13, em um post emocionante no Instagram. A intérprete da escrava Lucélia de “Filhos da Pátria” reverenciou suas raízes africanas e narrou sua história dentro da religião africana.

“Compartilho com vocês meu renascimento e novo olhar pro mundo. Que Exu abra meus caminhos e que, com seu movimento, me ajude a comunicar sempre o bem. Eu sou a doçura de Oxum e a força de Oyá. Carrego a mira de Oxossi, a garra de Ogum, a metamorfose de Oxumarê, a cura de Obaluaiê, a vitalidade de Xangô, a risada da pomba-gira e a leveza do erê. Que Oxalá me dê tranquilidade, paciência e sabedoria durante toda a minha jornada. Muito amor e asé. Ubuntu”, escreveu.

A atriz também não deixou de agradecer seu pai de santo e a todas as pessoas que fizeram parte do processo de iniciação.

“Agradeço com todo meu coração ao meu Babá, Babakekere, Ekeds, Ogans, meus irmãos de asé, meu pai e mãe pequena pelo cuidado e carinho. Leco, Emília, Jojo e Barbara, meus irmãos de barco, obrigada pelo companheirismo. Agradeço também o esforço dos meus familiares e amigos que foram na minha saída e fizeram parte desse momento único na minha vida.”

“Há exatos 3 meses Oxum nasceu e eu renasci.

A 1ª vez que eu fui num terreiro de candomblé, senti um mundo de sensações… Não fazia ideia do que diziam as cantigas em iorubá, mas meu coração disparava a cada verso entoado pelo Babalorixá. A emoção foi imensa e virei cachoeira em lágrimas. Depois daquele dia, eu senti o que era a ancestralidade.

Passei a frequentar a casa como visita, depois virei filha, e cá estou : iao de Oxum recém iniciada. Filha do Babalorixá Dário de Ossãe , que é filho do finado papai Flávio de Oxaguiã, filho de Íyá Nitinha de Oxum. Somos da nação Ketu e descendemos do Ilê Asé Íyá Nassô Oka, mais conhecido como “Terreiro da Casa branca do Engenho velho” na Bahia, fundado por 3 mulheres: Íyá Deta, Íya Kalá e Íyá Nassô. O 1º Terreiro fundado no Brasil. Ser de Candomblé é resistir; reconhecer e reverenciar os ancestrais; buscar suas origens; se descolonizar e resgatar as tradições africanas. Uma religião linda, intensa, visceral e de profunda grandeza. O mundo é gigante e tem espaço para todas as religiões e filosofias de vida. E é fundamental que o respeito às diferenças esteja presente nas relações. Agradeço com todo meu coração ao meu Babá, Babakekere, Ekeds, Ogans, meus irmãos de asé, meu pai e mãe pequena pelo cuidado e carinho. Leco, Emília, Jojo e Barbara, meus irmãos de barco, obrigada pelo companheirismo. Agradeço também o esforço dos meus familiares e amigos que foram na minha saída e fizeram parte desse momento único na minha vida. Compartilho com vocês meu renascimento e novo olhar pro mundo. Que Exú abra meus caminhos e que com seu movimento me ajude a comunicar sempre o bem. Eu sou a doçura de Oxum e a força de Oyá. Carrego a mira de Oxossi, a garra de Ogum, a metamorfose de Oxumarê, a cura de Obaluaiê, a vitalidade de Xangô, a risada da pomba-gira e a leveza do erê. Que Oxalá me dê tranquilidade, paciência e sabedoria durante toda a minha jornada. Muito amor e asé. Ubuntu.”

 

Alexandre Nero, Jéssica Ellen e Fernanda Torres nos bastidores de “Filhos da Pátria” (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Extraído do site da Revista Glamour
http://revistaglamour.globo.com/Celebridades/noticia/2017/11/jessica-ellen-relembra-iniciacao-no-candomble-com-texto-emocionante.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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