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Centenas de Religiosos celebram o dia de Iemanjá na Orla de Maceió

A Orla da Pajuçara foi tomada por demostrações de fé e festejos durante todo o dia

  Por Maria Alliny Torres*   Postado em 08/12/2015 às 15:39 por Maria Alliny Torres* em Maceió dad2b102-a625-4b63-af7d-a5815e6b2b05Com muitos fogos, batuques de tambores, danças, e oferendas sendo entregues ao mar, religiosos de matriz africana realizaram durante todo o dia desta terça feira (08), na Orla marítima, uma grande celebração para aquela considerada por eles como a Rainha do Mar, a mãe dos Orixás, Iemanjá. Na igreja católica, oito de dezembro é dia de Nossa senhora da Conceição. Em torno de toda a orla entre Ponta Verde e Pajuçara, foi possível notar a presença de vários ônibus que traziam pessoas de todo o estado para festejar a data. Grupos que se organizavam em círculos e iniciavam os cultos festivos pela celebração da “Festa das águas”. De acordo com o Pai de Santo, Cícero d’oxum, a comemoração é de extrema importância para todos que praticam o Candomblé. “Essa comemoração é tudo para nós, é um dia de extrema importância e só queremos que as pessoas que não são do candomblé respeitem a nossa liberdade religiosa” ressaltou. Após a polémica envolvendo Evangélicos e religiosos de Matriz Africana, sobre o uso do espaço situado na orla de Pajuçara para as festividades do dia de hoje (8), praticantes do Candomblé temem que no próximo ano as comemorações não sejam mais autorizadas. “Esse dia é muito importante para nós. Mesmo não sendo no dia certo, que seria dia 2 de fevereiro, conquistamos pelo menos essa data para realizar essa festa para iemanjá. E ainda com todos os nossos direitos conquistados na justiça, estamos temerosos de próximo ano sermos impedidos de estar aqui, já que esse ano já houve uma briga. Só queremos respeito e os nossos direitos” Explicou o Pai de Santo, Oseias Jeju Nago. A polícia militar informou que, apesar do incêndio que ocorreu pela manhã, até o momento não há nenhuma outra ocorrência de tumulto por conta da comemoração. A festa segue na Orla de Pajuçara com muito batuque, grupos continuam chegando, levando suas oferendas e pedidos em direção ao mar. Intolerância  Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República revelam que uma denúncia de intolerância religiosa é registrada a cada três dias. A maioria destas denúncias é feita por pessoas da religião de matriz africana (35%), seguida da evangélica (27%), espírita (13%), católica (10%), por ateus (4%), pessoas da religião judaica (3%) e da islâmica (2%). Iemanjá Seu nome leva um significado maternal, ‘mãe dos filhos-peixe’, e é esse papel que exerce dentro no sincretismo. Conhecida como mãe de todos os orixás, Iemanjá é uma entre as tantas outras denominações atribuídas à ‘Rainha das Águas’, que também pode ser Janaina, Princesa do Mar, Princesa do Aioká, Sereia do Mar, Oloxum, Dona Maria, Rainha do Mar, Sereia Mukumã, Inaê, Marabô, Dandalunda. . *Colaboradora   Extraído do site de notícias Cada Minuto / Maceió – AL http://cadaminuto.com.br/noticia/279379/2015/12/08/centenas-de-religiosos-celebram-o-dia-de-iemanja-na-orla-de-maceio

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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