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Centro de Memória Viva “Casa do pai Bobó” começa a sair do papel

O objetivo é mostrar a trajetória de José Bispo dos Santos e a difusão do Candomblé na região sudeste

 

Assessoria de Comunicação

 

Guarujá iniciou o projeto de montagem do Centro de Memória Viva “Casa do Pai Bobó” no início do mês. A ação conta com o apoio da Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria de Cultura, e tem o objetivo de mostrar a trajetória de José Bispo dos Santos e a difusão do Candomblé na região sudeste.

No primeiro mês será feito o mapeamento de fontes históricas que constituirão o acervo, levantamento bibliográfico e estudo do espaço físico, onde funcionará a Casa do Pai Bobó. Já no segundo mês será feita a análise das fontes disponíveis, como depoimentos, entrevistas, documentos, fotografias, ilustrações e vídeos.

Em seguida, haverá a definição dos equipamentos e plataformas de acesso para consulta pública, e recomendação de adequação do espaço de funcionamento. Após todo esse processo o texto do projeto será elaborado, com todos os detalhes do Centro de Memória Viva “Casa do Pai Bobó”.

Segundo o historiador responsável pelas pesquisas, Ricardo Ramos Rugai, a Casa do pai Bobó ajudará a difundir o pensamento de muitas pessoas quando o assunto é o Candomblé. “De uma forma mais ampla o projeto pretende valorizar a diversidade contribuindo para o respeito a todas as expressões de religiosidade e combatendo preconceitos que se criam com a ignorância sobre a relevância da cultura e das religiões de matriz africana na formação da identidade brasileira”, disse Rugai.

Para o secretário de cultura de Guarujá, Odair Dias filho, o papel do poder publico é de reconhecer e fomentar o fortalecimento de segmentos que consolidam a identidade de Guarujá. “Uma cidade que em seu passado foi rota do trafico de escravos tem uma reparação histórica a fazer, além do combate ao racismo e a intolerância religiosa”.

Pai Bobó – Bahiano da cidade de Salvador, José Bispo dos Santos, mais conhecido como Pai Bobó, nasceu no ano de 1914 e durante toda sua vida lutou pela expansão de sua religião, o Candomblé, até o ano de sua morte, 1993, em São Paulo.

No final da década de 50, em Guarujá, fundou o Ilê Oyá Mesan Orun. O local, que no idioma iorubá, quer dizer Casa de Iansã, é um tradicional e importante terreiro de Candomblé e funciona até os dias de hoje, sobre os cuidados do Ogã Luis Carlos da Costa.

 

A responsabilidade desta matéria é da prefeitura de Guarujá.

 

Extraído do site do Jornal Diário do Litoral / Guarujá
http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/48035-centro-de-memoria-viva-casa-do-pai-bobocomeca-a-sair-do-papel

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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