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Centro espírita é depredado em Teresópolis e mãe de santo acredita em intolerância: ‘Foi criminoso’

 

Publicado em 04/11/16 17:18 Atualizado em 04/11/16 17:53

 

Terreiro Casa de Oxossi Foto: Divulgação
Terreiro Casa de Oxossi Foto: Divulgação

Thaís Sousa

 

O terreiro de candomblé Casa de Oxossi, localizado na Estrada Rio Bahia, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, foi alvo de um ataque na madrugada desta sexta-feira. O local foi depredado e incendiado. Dirigentes acreditam que o crime tenha sido motivado por intolerância religiosa.

A mãe de santo Luiza Helena Medeiros, conhecida como Mãe Luiza de Oba, conta que recebeu a notícia sobre o incidente logo pela manhã, através de uma frequentadora do centro espírita.

— Eu fiquei sabendo através de uma filha, que recebeu uma mensagem pelo WhatsApp avisando sobre um barracão destruído na Rio-Bahia. Ela me falou que havia passado por lá e não havia visto nada. Porque a frente não foi danificada. Quando eu cheguei, vi o portão sem cadeado e a vizinha me avisou. Ela que havia chamado os bombeiros por volta de 5h — relatou a mãe de santo.

Janelas quebradas na Casa de Oxossi Foto: Divulgação
Janelas quebradas na Casa de Oxossi Foto: Divulgação

Ao entrar no terreiro, ela encontrou o imóvel muito destruído, com imagens e vidros quebrados e completamente revirado. Alguns itens também haviam desaparecido.

— Quebraram imagens e todos os vidros de todas as janelas. Roubaram coisas, comida, fizeram tudo. Foi um ato criminoso. Eu estou muito abalada — desabafou a religiosa.

Objetos foram queimados Foto: Divulgação
Objetos foram queimados Foto: Divulgação

Apesar de não terem ideia de quem possa ter cometido o crime, os dirigentes da Casa de Oxossi acreditam se tratar de um caso de intolerância regiliosa. O centro espírita nunca sofreu nenhuma ameaça do tipo, mas outros terreiros já foram atacados.

— Foi crime de intolerância, uma coisa que não podemos permitir. Estou agora com outro pai de santo e vamos, no dia 20, fazer uma passeata, porque outros terreiros já passaram por isso. Não podemos continuar assim.

O caso foi registrado na 110ª DP (Alto), em Teresópolis.

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Extraído do site do Jornal Extra on line / Rio de Janeiro – RJ
http://extra.globo.com/casos-de-policia/centro-espirita-depredado-em-teresopolis-mae-de-santo-acredita-em-intolerancia-foi-criminoso-20413210.html#ixzz4P6LtbbEk

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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