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Centro religioso é incendiado e tem imagens destruídas em Nova Iguaçu

Espaço de culto à religião africana foi invadido na noite desta quarta-feira. Responsável pelo local disse que delegado se negou a fazer registro de intolerância religiosa

18/08/2016 14:23:33 – ATUALIZADA ÀS 18/08/2016 14:29:39

GABRIEL SOBREIRA

Espaço de Nova Iguaçu foi incendiado e imagens religiosas destruídasWhatsApp O DIA (98762-8248)
Espaço de Nova Iguaçu foi incendiado e imagens religiosas destruídasWhatsApp O DIA (98762-8248)

Rio – Um templo religioso dedicado à religião africana foi incendiado e teve imagens destruídas, na noite desta quarta-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite desta quarta-feira. O responsável pelo espaço disse se tratar de crime de intolerância religiosa, mas o caso foi registrado como dano violação de domicílio e dano.

Segundo Bruno Pereira, a 52 DP (Nova Iguaçu) se negou a registrar um caso de intolerância religiosa. “O delegado disse que não podia enquadrar na intolerância porque não tinha provas de que alguém pulou e ateou fogo”, lamenta o responsável pelo templo.

Para o Babalawo e interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, a atitude do delegado não foi correta. “Não é invasão de domicílio. Ali é um centro religioso. No mínimo deveria ser tipificado como profanação de imagem”, explica

Segundo Pereira, há sete anos, o centro já havia sido invadido. “Estou virando mais um na estatística, já fui uma vez e estou voltando a ser”, desabafa. “A festa que aconteceria aqui, no sábado, e estava toda divulgada, vai ter que ser adiada”, completa.

Templo religioso incendiado em Nova Iguaçu. Responsável diz que caso é de intolerânciaReprodução Facebook
Templo religioso incendiado em Nova Iguaçu. Responsável diz que caso é de intolerânciaReprodução Facebook

 

 

Extraído do site do Jornal O Dia / Rio de Janeiro – RJ
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2016-08-18/centro-religioso-e-incendiado-e-tem-imagens-destruidas-em-nova-iguacu.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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