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Cerimônia religiosa “As Águas de Oxalá” pede paz e tolerância em 2016

A concentração é a partir das 15h, em frente à Igreja da Sé. Após a lavagem do adro do templo religioso, um cortejo seguirá até o Culto Afro Nossa Senhora do Carmo, localizado em Jardim Brasil

Por Secretaria de Comunicação de Olinda

Publicado em 07/01/16 às 15:48 | Atualizado em 07/01/16 às 21:38

 

Fotos: Jan Ribeiro/Pref.Olinda
Fotos: Jan Ribeiro/Pref.Olinda

Para celebrar um novo ciclo e purificar os caminhos do ano de 2016, neste domingo (10), acontece mais uma edição da tradicional As Águas de Oxalá – Lavagem do Adro da Igreja da Sé. A concentração é a partir das 15h, em frente à igreja, localizada no Alto da Sé.

A cerimônia é realizada pelo Afoxé Ará Odé e recebe o apoio da Prefeitura de Olinda. No ritual, comandado há 33 anos pelo babalorixá Tata Raminho de Oxóssi, um grupo formado por 52 baianas fazem a lavagem do adro da igreja (terreno em frente ao templo) com água, perfume e flores. Também são realizadas orações em homenagem a Oxalá, e alguns pombos são soltos para simbolizar o pedido de paz.

“As Águas de Oxalá é um rito afro-brasileiro que tem o significado de renovar a passagem, e fazer a purificação através da água, que é um elemento primordial para todos os orixás. Estamos trazendo elemento de nossa religiosidade, para poder pedir aos nossos orixás, muita luz, paz, compreensão, afeto e tolerância religiosa e racial entre os homens”, disse um dos organizadores do evento, o artista plástico Sílvio Botelho (também conhecido por ser o criador de centenas de bonecos gigantes do nosso carnaval).

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O ritual, comandado pelo babalorixá Tata Raminho de Oxóssi, fundador do Afoxé Ara Odé em 1982, começa na Igreja da Sé, onde é feita a lavagem do adro (terreno em frente ao templo religioso) com águas perfumadas e pombos brancos são soltos, simbolizando a paz. Após a lavagem, o grupo, formado por mulheres vestidas com longas saias brancas rodadas, portando jarras perfumadas por flores brancas e percussionistas, sai em direção ao Centro de Raminho, que fica em Jardim Brasil. Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda

 

Paulo César (Produção do evento): “Fazemos esse trabalho, todo segundo domingo de janeiro, que é a lavagem do pátio das igrejas, sempre pedindo paz. Na verdade é a primeira festa da religião, para que o nosso ano seja repleto de paz, saúde, sossego, adiantamento. Todo trabalho em uma casa de candomblé, só acontece depois da lavagem do Senhor do Bonfim.” Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
Paulo César (Produção do evento): “Fazemos esse trabalho, todo segundo domingo de janeiro, que é a lavagem do pátio das igrejas, sempre pedindo paz. Na verdade é a primeira festa da religião, para que o nosso ano seja repleto de paz, saúde, sossego, adiantamento. Todo trabalho em uma casa de candomblé, só acontece depois da lavagem do Senhor do Bonfim.” Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
Devoto com as vestimentas de Oxalá, participa da celebração da lavagem histórica das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Devoto com as vestimentas de Oxalá, participa da celebração da lavagem histórica das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Todo ano, milhares de pessoas participam da cerimônia. Na imagem, devota prepara o arroz, símbolo e alimento de Oxalá, para ser distribuído entre os participantes. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Todo ano, milhares de pessoas participam da cerimônia. Na imagem, devota prepara o arroz, símbolo e alimento de Oxalá, para ser distribuído entre os participantes. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda

 

Mais de 15 mil pessoas participaram em 2013 da celebração religiosa. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Mais de 15 mil pessoas participaram em 2013 da celebração religiosa. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda

A prática é um exemplo do sincretismo religioso presente na cultura pernambucana, pois reúne ao mesmo tempo elementos da religião afro e do catolicismo.

Após a lavagem, o Afoxé segue em cortejo até o Culto Afro Nossa Senhora do Carmo, localizado em Jardim Brasil. O percurso é o seguinte: Ladeira da Sé, Rua do Bonfim, Ladeira da Misericórdia, Quatro Cantos, Rua do Amparo, Largo do Amparo, Rua do Guadalupe, Rua José Ramalho, Av. Carmela Dutra e Rua Angelina Guimarães Silva.

 

 

Extraído do site da Prefeitura Municipal de Olinda / PE
http://www.olinda.pe.gov.br/cultura/lavagem-do-adro-da-igreja-da-se-pede-paz-e-tolerancia-em-2016#.VpCJz-grLIU

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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