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Com o enredo sobre história do samba, Pimpolhos da Grande Rio leva cultura africana à Avenida

Publicado em 24/02/17 06:00

 

Marilene dos Anjos (de branco) e e Luna Leal com as baianas que vão dançar para os orixás na Avenida Foto: Cléber Júnior / Extra

Cíntia Cruz

 

A Sapucaí vai ser o palco onde 30 lindas baianas vestidas de Oxum vão desfilar toda a sua graça. Além da divindade, dona das águas doces, outros orixás vão para a Avenida na terça-feira. Com o enredo, “100 anos de Samba, Pimpolhos de Bamba!”, a Pimpolhos da Grande Rio narra a trajetória do samba no Brasil e a influência africana no gênero musical.

Elas representam a famosa baiana Tia Ciata, em cuja casa nasceu o primeiro samba registrado: “Pelo telefone”.

— Elas vêm vestidas de Oxum, porque era o orixá da Tia Ciata. E além da dança tradicional das baianas, vão dançar para Xangô, Oxóssi e Iansã — explicou Luna Leal, coordenadora da ala.

A estudante Jacqueline dos Santos comemora dez anos na escola mirim Foto: Cléber Júnior / Extra

Aos 17 anos, a baiana Jacqueline dos Santos Carvalho comemora dez anos na agremiação. Ela acredita que esse enredo vá contribuir para a combater o racismo:

— É um enredo que diz muito do negro e da nossa cultura.

Para a presidente da ala, Marilene dos Anjos, a baiana tem um papel importante nessa influência:

— Trazem essa herança africana e do samba no Brasil

Desde 2012, a agremiação mirim tem enredos que envolviam a cultura africana.

— O barracão fica em Santo Cristo, que faz parte da Pequena África. Começamos a olhar para o lugar onde nós estávamos. Em Caxias, também houve essa migração africana — explica Luna.

A escola tem mil componentes, de 8 a 18 anos.

Aos 5 anos, Lucas já é mestre de bateria da Pimpolhos Foto: Cléber Júnior / Extra

Mestre de bateria tem apenas 5 anos

Seguindo a cultura africana que vem no enredo, a Pimpolhos da Grande Rio vai ter muita dança em seu desfile.

— Há várias alas coreografadas, sempre fazendo alusão à dança de algum orixá — explica o carnavalesco Clebson Prates.

Para tocar para essa grande festa, os integrantes da bateria vêm caracterizados como ogans. No candomblé, eles tocam os atabaques, entre outras funções.

E é na bateria que a Pimpolhos traz um mestre de apenas 5 anos. Apesar da pouca idade, Lucas Martins Dias tem muita experiência. Ele frequenta o barracão da Grande Rio desde a barriga.

— Eu era da extinta ala das crianças da Grande Rio. Hoje, faço parte do departamento de carnaval. Ele sempre veio comigo e entrava no meio da bateria. Esse ano estreia na Pimpolhos. Toca e sabe fazer o desenho da bossa — conta o pai, Clayton Silva Dias, de 34, referindo-se às orientações do mestre.

Ala das baianas vai representar Tia Ciata Foto: Cléber Júnior / Extra

 

Extraído do site do Jornal Extra on line / Rio de Janeiro – RJ
http://extra.globo.com/noticias/rio/com-enredo-sobre-historia-do-samba-pimpolhos-da-grande-rio-leva-cultura-africana-avenida-20972716.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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