Breaking News

Cortando o mal pela raiz

agosto 18, 2015   A questão é tormentosa e envolve o ser humano em sua mais pura essência, na medida em que são colocadas em jogo sua consciência e crença. A intolerância religiosa representa, certamente, um dos problemas mais delicados em nosso planeta, onde o fanatismo religioso, tão entranhado em milhões de pessoas as conduz a realizarem, contra outras pessoas, verdadeiras guerras, em nome supostamente de sua religião, como se fosse possível estabelecer com isso qual religião “estaria com a razão”. A Constituição da República Federativa do Brasil preceitua que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. No Brasil, comparado com países islâmicos, a intolerância acontece de forma menos radical, mas acontece. De acordo com o Disque 100, as religiões mais discriminadas são a do Candomblé e da Umbanda. E não é porque a intolerância aqui não é tão radical como em várias partes do mundo que se deve deixar que ela chegue a tal ponto. O Governo do Estado anunciou há pouco tempo a criação de uma Delegacia Especializada para a investigação de crimes relacionados à intolerância, ponto positivo para o Estado, já que o mal se corta pela raiz. Recentemente dois casos de ódio foram registrados, um em Rondonópolis, onde um Centro Espírita foi incendiado, de acordo com os membros, por retaliação ou ódio; e o outro caso aconteceu em Cuiabá, no dia 1º de agosto, uma casa que realiza cerimônia de Umbanda teve parte de sua estrutura queimada. Podemos citar a falta de bom senso e de respeito mínimo à diversidade como fatores que criam e fortalecem as situações de caos e violência vistas em todo canto do mundo, inclusive em nosso país, decorrentes de divergências que levam um ser humano, inconformado com a crença de outro ser humano, a tentar impor-lhe a sua própria crença, o que se pode caracterizar como uma grave ofensa à liberdade de cada pessoa. Tais atos não podem ser aceitos e espera-se que sejam investigados e esclarecidos, a fim de evitar que esse ódio se multiplique.   Extraído do site do Jornal A Tribuna de Mato Grosso Digital http://www.atribunamt.com.br/2015/08/cortando-o-mal-pela-raiz/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *