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Criação do museu do Cais do Valongo é tema ‘prioritário’, diz ministro

Titular da pasta de Cultura recebeu abaixo-assinado de intelectuais brasileiros defendendo a construção do Memorial da Diáspora Africana

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CULTURA PATRIMÔNIO21:44 – 02/08/17POR NOTÍCIAS AO MINUTO

 

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou, nesta quarta-feira (2), que é prioridade da pasta a criação do Museu Nacional do Valongo, para resgatar a história da escravidão no Brasil e a herança africana no país. Sá Leitão pretende reunir representantes da Prefeitura do Rio de Janeiro e de instituições do MinC para encaminhar uma solução para a instalação do museu.

 

Na manhã desta quarta-feira (2), Sá Leitão participou de duas audiências relacionadas ao tema em seu gabinete. Na reunião com o antropólogo Milton Guran, que coordenou a candidatura do Cais do Valongo a patrimônio da humanidade, foi entregue ao ministro um abaixo-assinado de intelectuais brasileiros defendendo a criação do Museu Nacional do Valongo – Memorial da Diáspora Africana.

Na audiência com a deputada federal Laura Carneiro (PMDB-RJ), o diretor-executivo da ONG Ação Cidadania, Rodrigo Afonso, e representantes da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Anna Cristina de Moura Cruz e Valéria Veloso Soares, o ministro buscou mediar soluções para estabelecer um espaço para a construção do Memorial.

No mês passado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu o Cais do Valongo, localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, como patrimônio da humanidade. Entre os compromissos assumidos pelo poder público brasileiro na candidatura está a criação do memorial da história africana no país, condição obrigatória para a manutenção do título da Unesco.

“Nós faremos em breve uma reunião no Rio envolvendo a prefeitura e as instituições do Ministério da Cultura para construirmos uma solução para essa questão, que é prioritária”, afirmou o ministro. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Fundação Cultural Palmares (FCP) já estão envolvidos nesse processo.

Abaixo-assinado

“Fiquei muito feliz de ver o interesse da academia, em uma manifestação tão enfática, relacionada a um assunto tão importante. O Ministério da Cultura vai assumir o seu papel nesse processo, buscando reunir todos os interessados, todas as visões, para que a gente possa construir de comum acordo uma solução para essa questão, no curto prazo. Então, é um compromisso com o resultado, com a realização desse empreendimento”, disse o ministro na audiência com o antropólogo.

O documento entregue por Guran tem a assinatura de 57 intelectuais, entre eles o historiador Alberto da Costa e Silva (membro da Academia Brasileira de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro), a professora Ana Lucia Araújo (Howard University), a pesquisadora Elisa Larkin Nascimento (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros), o professor João José Reis (Universidade Federal da Bahia), o cientista político e historiador José Murilo de Carvalho (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o professor congolês Kabengele Munanga (Universidade de São Paulo), a professora Lilia Moritz Schwarcz (Universidade de São Paulo), o professor Paulo Knauss de Mendonça (Universidade Federal Fluminense) e o professor Rafael Sanzio Araújo dos Anjos (Universidade de Brasília). As assinaturas foram colhidas entre 19 e 31 de julho.

A criação do Museu Nacional do Valongo tem o apoio da Assembleia Nacional de História (ANPUH). “O Estado Brasileiro deve à matriz africana um museu nacional que reconte a história do tráfico de escravos e dos africanos escravizados no Brasil e nas Américas, para dar visibilidade às suas realizações e estabelecer um diálogo efetivo com os demais países envolvidos na Diáspora Africana nas Américas e na África”, disse Guran. Com informações da assessoria de comunicação do MinC.

Extraído do site de notícias Notícias ao Minuto
https://www.noticiasaominuto.com.br/cultura/424434/criacao-do-museu-do-cais-do-valongo-e-tema-prioritario-diz-ministro

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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