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Criminosos colocam fogo em centro espírita de Caxias

27/06/14 | 08:00 || Marina Navarro Lins

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O segundo andar do centro espírita foi totalmente destruído pelo fogo
Foto: Darlei Marinho / Extra

Os adereços, móveis e o teto do segundo andar da casa de candomblé Kwe Cejá Gbé, no bairro Taquara, em Caxias, amanheceram, ontem, transformados em cinza. Segundo a filha de santo Adriana Pedrosa, a casa foi invadida por volta de 1h30m e incendiada. E esta não é a primeira vez.

— Nos últimos seis anos, também colocaram fogo em três carros e no andar de baixo da casa. É alguém que conhece os horários daqui, sempre ataca quando não tem ninguém. Pode ser intolerância religiosa — disse Adriana.

Os cerca de 40 filhos de santo da casa perderam suas roupas, os temperos e os grãos usados nas festas. Os policiais do 15º BPM (Caxias) e o Corpo de Bombeiros estiveram no local.

— Agora só nos resta reconstruir tudo, como fizemos das outras vezes — lamentou Adriana.

Para o Babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), o caso é grave e pede uma investigação séria:

— Essa casa é muito considerada no ramo Jeje e sei que, há três anos, atiraram nela. A situação não é nova e tem um fundo religioso. O que prova isso é que as agressões são contra o centro da religião e não atinge as pessoas.

O presidente da Comissão contra o Racismo, a Homofobia e a Intolerância Religiosa da Alerj, o deputado Carlos Minc, prometeu apurar a denúncia.

— Vou falar com a polícia sobre isso. Já tivemos casos semelhantes na região e temos que encontrar os culpados — afirmou Minc.

Extraído do site Jornal Extra On line:

http://extra.globo.com/noticias/rio/criminosos-colocam-fogo-em-centro-espirita-de-caxias-13038782.html#ixzz35rG9p7sN

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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