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Crise eleva venda em casas de umbanda

SEX, 08 DE JANEIRO DE 2016 00:00

 

Nas casas de umbanda a procura por produtos registra alta desde o fim do ano / Foto: Eisner Soares
Nas casas de umbanda a procura por produtos registra alta desde o fim do ano / Foto: Eisner Soares

 

Para enfrentar tempos difíceis de crise econômica, as pessoas estão apelando para a religião e esoterismo. Vale tudo para tentar reverter a situação e afastar o perrengue, como rezar e acender velas para santos e orixás, tomar banhos de ervas, usar incenso e amuletos que podem melhorar a sorte, atrair dinheiro, emprego, amor, saúde e boa energia. Estas práticas comuns em época de virada de ano ganham novos adeptos nos últimos tempos.

Quem confirma isso são os donos de casas de umbanda da Cidade, que registraram no mês passado um aumento considerável na procura pelos produtos. Esse ramo do comércio não teve problema de queda no movimento. Pelo contrário, alguns estabelecimentos registraram aumento de mais de 30% nas vendas em dezembro de 2015, em comparação com o mesmo período de 2014.

Um dos exemplos é a Casa de Iemanjá, que funciona há 17 anos na esquina das ruas Barão de Jaceguai e Capitão Manoel Caetano. A proprietária, Maria José de Moraes, a dona Zinha, que divide o trabalho com a filha Rubia de Moraes, disse que não sentiu os reflexos da crise e que o final de ano “foi excelente” .

“Não temos do que reclamar. Foi muito melhor do que esperávamos. Houve muita gente procurando os produtos para garantir mais sorte no ano novo e mesmo no dia a dia”, afirma, contando que os produtos mais vendidos são as pedras da sorte – cada signo tem uma específica -, os banhos de ervas utilizados para melhorar o astral e tirar energia negativa, trazer dinheiro, amor e sucesso. Há ainda velas coloridas acesas para anjos da guarda e aos orixás, além dos incensos – cada fragrância para um determinado fim, além dos amuletos dasorte.

Rubia disse que mesmo após o Réveillon, quando as pessoas fazem simpatias e ‘entregas’ para Iemanjá e outros orixás, as vendas continuam aquecidas nos primeiros dias de 2016. A maior procura, segundo ela, é pelos produtos que ‘trazem dinheiro’. “Em épocas de crise, as vendas aumentam porque as pessoas se apegam à fé e fazem de tudo para atrair boas energias e sorte”, afirma. (Silvia Chimello)

Leia a matéria completa na edição impressa

 

Extraído do site do Jornal O Diário / Mogi das Cruzes – MG
http://www.odiariodemogi.inf.br/cidades/cidades/33372-crise-eleva-venda-em-casas-de-umbanda.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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