Crivella vira réu por improbidade administrativa por encontro no Palácio da Cidade em julho

Crivella vira réu por improbidade administrativa por encontro no Palácio da Cidade em julho

27 de setembro de 2018 0 Por Sérgio D`Giyan

Prefeitura diz que Crivella recebeu a notícia com tranquilidade e que vai comprovar ‘um equívoco jornalístico’

Por O Dia

Publicado às 18h27 de 15/09/2018 – Atualizado às 18h54 de 15/09/2018

 

 

 

Prefeito Marcelo Crivella – Maíra Coelho / Agência O Dia

Rio – O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) aceitou denúncia do Ministério Público contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, por improbidade administrativa. A investigação é sobre um encontro do prefeito, fora da agenda, com lideranças evangélicas no Palácio da Cidade, no início de julho. No evento, Crivella foi gravado oferecendo facilidades para cirurgias de catarata e varizes, soluções para problemas de IPTU dos templos evangélicos e instalação de pontos de ônibus perto de igrejas.

O caso levou a Câmara Municipal do Rio a discutir a abertura de processo de impeachment contra Crivella, que acabou rejeitada por 29 votos a 16.

Com a decisão da Justiça, o prefeito virou réu no processo e caso seja condenado, pode perder os direitos políticos. Em nota, a Prefeitura do Rio informa que a decisão da 7ª Vara de Fazenda Pública configura um rito processual comum, que será respondido no prazo legal.

“O prefeito Marcelo Crivella recebeu com tranquilidade a notícia. E tem a convicção de que a Justiça só vai comprovar mais um equívoco jornalístico. Aliás, erro grave, que manipulou a opinião pública e atentou contra a democracia”, disse a nota.

A decisão foi tomada na última quarta-feira (12), pelo juiz Eduardo Klausner, da 7ª Vara de Fazenda Pública do Rio.

No dia 12 de julho, o Ministério Público (MP) do Rio entrou com uma Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella. De acordo com o MP, o prefeito “extrapolou os limites do razoável” e violou o estado laico ao promover o encontro em espaço público com líderes religiosos. A ACP é da 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania e teve início com um inquérito com a denúncia de um “censo” que teria sido realizado na Guarda Municipal, sendo adicionadas outras denúncias de “desrespeito à liberdade religiosa e à laicidade do Estado no âmbito do Município”, todas apontadas no documento.

“O MP começou a receber notificações sobre o Marcelo Crivella e sua conduta desde agosto de 2017. Vários atos vem sendo unidos em inquéritos”, declarou na época a promotora Gláucia Santana.

 

Extraído do site do Jornal O Dia / Rio de Janeiro – RJ
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2018/09/5575426-crivella-vira-reu-por-improbidade-administrativa-por-encontro-no-palacio-da-cidade-em-julho.html