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Cultura africana inspira estilistas e designers no AFD

Ancestralidade, estética de rua e afrobaianidade são alguns dos temas que serão trabalhados pelas marcas no desfile Midiã Noelle A cultura africana está presente no dia a dia da população brasileira em praticamente tudo. Desde a gastronomia, a religiosidade, a música, entre outras expressões e costumes. E essa influência se reflete na moda e inspira a criatividade de designers e estilistas independente da raça/cor. Seja preto, pardo, branco, vermelho ou amarelo. Se nasceu no Brasil, em algum momento os diálogos com os costumes africanos irão se apresentar. Assim ocorre também com os criadores das marcas envolvidas no desfile do Afro Fashion Day (AFD), projeto idealizado pelo CORREIO, para marcar o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.  
Modelos vestem Goya, Ju Fonseca e Crioula (Foto: Angeluci Figueiredo/CORREIO)
Modelos vestem Goya, Ju Fonseca e Crioula (Foto: Angeluci Figueiredo/CORREIO)
Juliana Fonseca, do ateliê Ju Fonseca, na cidade de Cruz das Almas, por exemplo, utiliza cordões de algodão cru para elaborar colares, cintos, pulseiras e bolsas. E, por mais que não tenha descendência direta com a população africana, confessa sentir-se conectada com a cultura. “Apresento essa ligação na alegria das peças, pois sou encantada com a diversidade do nosso país. É tanta coisa manual, incrível. É uma ‘afrobaianidade’ que nos motiva sem percebermos. Está enraizado”, ressalta Juliana montagem-goya-900-1   Para a artista plástica Goya Lopes, as referências surgem de forma natural. “Nos anos 70, eu vi que a cultura africana, étnica, tinha um forte apelo e estava se mostrando para o mundo. Aí eu pensei em desenvolver meus produtos com recorte afro-brasileiro e lançar no mercado. Isso há 30 anos. E não é fácil desenvolver um padrão e manter. Principalmente moda que está sempre mudando”. Neste ano, no Afro Fashion Day, Goya Lopes apresentará na passarela o tema “Folhas sagradas e a África africana”, que une elementos da cultura afro em estampas sobre saberes tradicionais. “São símbolos cotidianos que dão conotação e cara contemporânea. É uma cultura forte que tem ao mesmo tempo, beleza natural e fonte inspiradora. Já Alex Bispo, criador da marca de vestuários Crioula, abordao afro através da cultura popular. “A gente pesquisa basicamente sobre a cultura afro mundial. Este ano, levaremos para o AFD o ‘Negapixo’, estética de rua com grafite. Salvador é diferenciada nessas questões. Um caldeirão sem um lifestyle bem definido”, destaca o jovem da Liberdade, conhecido globalmente pelas manifestações culturais com foco no empoderamento negro, reconhecimento e afirmação da ancestralidade africana. Programação O evento gratuito começa no sábado, 19, com oficinas e bate-papos nos turnos da manhã e da tarde no Senac da Rua Chile, Pelourinho. É preciso fazer a pré-inscrição. Domingo, 20, a programação começa com a exposição Visu no Pelô, na Praça da Cruz Caída. A partir das 15h, o local receberá o lounge do Shopping da Bahia e o estande Faculdade da Cidade, além do Espaço Kids. As crianças vão poder se divertir com artes circenses (malabares, monociclo, perna de pau), pintura de rosto e dança de rua. O desfile acontece ao pôr do sol, às 18h, com participação de 45 marcas, 60 modelos e cerca de dez convidados. O Afro Fashion Day é uma realização do CORREIO com patrocínio do Shopping da Bahia, HapVida e Faculdade da Cidade, apoio do Senac e Eudora e apoio institucional da prefeitura de Salvador.   Extraído do site do Jornal Correio* / Salvador – BA http://www.correio24horas.com.br/blogs/afrofashionday/2016/11/17/cultura-africana-inspira-estilistas-e-designers-no-afd/#sthash.adVQTBvC.dpuf

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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