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Cultura Afro-Brasileira é tema de formação de gestores, professores e técnicos da Rede Municipal de Ensino

 

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Professores, gestores e técnicos na Rede Municipal de Ensino estão participando de uma formação da Trilha Cultural de Desenvolvimento do Programa Educação pela Cultura do Instituto Alpargatas. As atividades estão sendo realizadas nesta quarta-feira (11), no auditório do CTE, nos turnos da manhã e tarde e tem como facilitadora a professora Rilma Suely de Souza Melo.

A formação tem como tema História da Cultura Afro-Brasileira, Leis Específicas e o Currículo Escolar – Pedagogia de Projetos Didáticos.

No que diz respeito à legislação contra o racismo no Brasil, foram apresentados seis decretos e a Lei 10.639 de 9/1/2003 que modifica a LDB.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB/96) recomendou a diversidade étnica na construção da História brasileira, porém, permaneceu omissão nos currículos e silêncio na sala de aula sobre as matrizes africanas e indígenas. A promulgação da Lei nº 10.639/03 veio legitimar a luta dos afrodescendentes pelo ensino da história e culturas africanas.

De acordo com as estatísticas, pesquisas e estudos comprovam que a escola brasileira tem ainda um caráter excludente. Com sua estrutura rígida, encontra-se inadequada à população negra e pobre. O acesso e a permanência bem sucedida na escola variam de acordo com a raça/etnia.

As trajetórias escolares dos negros se apresentam bem mais acidentadas do que as percorridas pelos estudantes brancos. A estrutura escolar, o currículo, os tempos e os espaços escolares estão inadequados à população pobre e negra.

Na formação foi apresentado um desafio para a escola; desconstruir estereótipos como:

– A África é um país;
– A África é uma selva;
– A África é mais distante que os outros continentes;
– As populações africanas são isoladas e perdidas na selva;
– O europeu chegou à África trazendo civilização;
– A África não tinha história nem escrita;
-A África era terra de escravos, por isso a prática foi trazida para o Brasil;
– Os imigrantes europeus substituíram os escravos porque praticavam uma agricultura mais desenvolvida.

Fonte: Codecom

 

Extraido do Portal da Cidade de Campina Grande – PB
http://pmcg.org.br/cultura-afro-brasileira-e-tema-de-formacao-de-gestores-professores-e-tecnicos-da-rede-municipal-de-ensino/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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