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Cultura afro: espetáculo apresenta às crianças o orixá Eleguá

 

por Redação

12/04/2017  16:57

 

“Eleguá” é um dos orixás afro-brasileiros mais importantes. Representado pela figura de uma criança, ele é muito travesso, zombador e brincalhão. O espetáculo “Eleguá, Menino e Malandro” investiga a ancestralidade africana na cultura de países como Cuba e Brasil.

Desde a tradição oral, passando pela música, pelas danças afro-brasileiras e afro-caribenhas. Cada um desses movimentos é apresentado de forma lúdica nesta peça do grupo Clã do Jabuti. As encenações estreim no dia 15 de abril, e seguem até 21 de maio, sempre aos sábados e domingos, às 16h, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). A entrada é gratuita e a classificação etária é livre.

Eleguá é uma das principais divindades da religião iorubá. Na Santeria, é sincretizado com o Santo Niño de Atocha ou com Santo Antônio de Pádua. Eleguá é o dono dos caminhos e do destino, é o que abre ou fecha o caminho para a felicidade. Seu nome significa “o príncipe mensageiro”.

Junto com Yemanjá, é um dos mais poderosos orixás de origem nagô – Eleguá: o imprescindível mensageiro de Olodumaré, o mesmo que Olorum, o deus supremo dos yorubás.

São muitos os nomes do integrante da família real dos orixás: Eleguá, Elegba, Elegbara e – o mais conhecido – Exu. Muitas vezes, ele é injustiçado, tendo suas histórias e suas características distorcidas, sendo cercado de preconceito e discriminação. Segundo o sociólogo francês Roger Bastide, “Exu, ou Eleguá, é o orixá mais incompreendido e caluniado do panteão afro-brasileiro”.

Créditos: Divulgação/Gal Oppido

O espetáculo estreia no dia 15 de abril, no Centro Cultural São Paulo.

Para conhecer e valorizar a cultura africana desde a infância

A história se divide num primeiro momento em narrar a criação do mundo, a partir da visão cosmogônica africana, o nascimento e a relação de Eleguá com sua família. Logo a seguir, a rua passa a ser o cenário dos acontecimentos e a encenação procura aproximar o mito das crianças e jovens dos dias de hoje utilizando elementos do rap, do funk e do blues, movimentos de expressão cultural e identidade negra.

As linguagens que nasceram das ruas e são desdobramentos contemporâneos da cultura tradicional. Até mesmo a figura do repentista nordestino aparece como ferramenta da nossa narrativa. Todos esses recursos também são usados para apresentar a crianças e jovens uma outra visão da sociedade, além do roteiro eurocêntrico. Assista ao teaser do projeto:

O enredo

Eleguá é um príncipe muito esperto. Todo mundo tem medo das suas artimanhas e malandrices de moleque.
Mas, um dia, o menino botou o pé na estrada e foi descobrir o mundo. Andou de cidade em cidade, de lugar em lugar. Brincando, pulando e perambulando, encontrou lugares e pessoas pra ajudar e ser ajudado.

Vivendo sua meninice nas ruas, ele cresce, se apaixona, amadurece, ganha corpo e sabedoria ao longo das aventuras que vive no caminho. Até que um dia decide voltar. Porém, nem tudo está como era antes.

Confira outras dicas de passeio para este fim de semana:

Espetáculo “Eleguá, Menino e Malandro”

15Abr a 21Mai

De 15/04 a 21/05:   Sábados e  Domingos às 16:00

CCSP – Centro Cultural São Paulo 
Rua Vergueiro, 1000 Liberdade São Paulo – SP (11) 3397-4002
Estação Vergueiro (Metrô – Linha 1 Azul)

 

 

Extraído do caderno Catraquinha, do site Catraca Livre / São Paulo – SP
https://catraquinha.catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/cultura-afro-espetaculo-apresenta-as-criancas-o-orixa-elegua/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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