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Curitiba: assassino é condenado a 32 anos de prisão por crime envolvendo homofobia e intolerância religiosa

 

Enviado por Redação em 22 Agosto, 2017 – 20:25

Em fevereiro de 2009, em Curitiba, no bairro Portão, Lourinaldo Nunes dos Santos, 32 anos, mais conhecido como Pai Adoya e outro homem não identificado oficialmente, 30 anos, conhecido como Babalorixa Preta foram mortos a facadas. Os homicídios ocorreram na casa de Lourinaldo, que era pai de santo. O assassino foi levado pelas vítimas para um encontro sexual e em determinado momento passou a agredir o pai de santo e depois a esfaqueá-lo, totalizando 18 ferimentos. O amigo do pai de santo tentou impedir o agressor, porém também foi golpeado a facadas e morreu. Na manhã seguinte, duas parentes de Lourinaldo encontraram os corpos e o assassino dormindo no local, o qual as ameaçou com a faca e depois fugiu com pertences das vítimas.

À época do crime, a polícia havia suspeitado de dois garotos de programa contratados à noite na Praça Tiradentes. A história divulgada pela Delegacia de Homicídios no início da investigação tinha como motivo do crime o baixo valor oferecido aos suspeitos pelo serviço prestado, R$10. O suspeito que haveria dormido na casa era Lindomar Narciso, o qual foi capturado pela polícia a poucos metros da cena do crime. O outro suspeito foi dado como foragido.

Lindomar já estava preso, condenado a 17 anos e nove meses de prisão, devido a um outro assasinato, em abril de 2015, de uma mulher que atuava como prostituta no Centro da cidade. Karina Rodrigues Prado, 30 anos, foi encontrada nua e estrangulada debaixo da cama de um quarto de hotel em Curitiba. Lindomar Narciso, na época com 24 anos, havia entrado com a mulher no local por volta de meia noite e deixou o quarto após uma hora, alegando tê-la deixado com vida. O corpo da vítima foi encontrado na manhã seguinte pela camareira do hotel, sendo que mais pessoas utilizaram aquele mesmo quarto naquela noite. O assassino respondia em liberdade e não tardou em cometer novo homicídio.

Em 10 de agosto deste ano, Lindomar foi considerado responsável pelos crimes da morte dos dois homossexuais e foi condenado a 32 anos de prisão. O Ministério Público do Paraná (MPPR), encarregado da acusação, sustentou a tese que o crime foi cometido por homofobia e também por intolerância religiosa. O laudo psiquiátrico apresentado pelo MPPR apontou que o acusado possui perfil higienista e seletivo, exemplificado, por exemplo, nas vezes em que tentou desqualificar as vítimas por serem homossexuais e “macumbeiras”. O réu foi condenado a 24 anos de prisão pelos homicídos e a 8 anos pelo roubo dos pertences. 

(T.S.)

Extraído do blog Lado A / Curitiba – PR
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About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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