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Curso inédito de idioma e cultura fon

Por: Pai Paulo de Oxalá em 08/11/16 05:02

benin-mapa

 

A cultura Jeje vinda do Antigo Dahomé, atual República do Benin, que antes abrangia o Togo e fazia fronteira com o país de Gana é, sem dúvida, uma das maiores contribuições culturais deixadas pelos antigos fons que chegaram no século XVIII aqui no Brasil.

Estes povos Ajeji ou Adjeje (lê-se: Jeje) que em yorùbá significa estrangeiros como eram chamados pelos yorubás, estabeleceram fundamentos nos seguintes lugares: Salvador, Cachoeira de São Félix (Bahia), Recife (Pernambuco) e São Luís (Maranhão). Os yorubás também eram chamados de forma pejorativa pelos yorubás de Anago (lê-se: Nagô).

Durante um período, houve uma influência muito grande da cultura yorubá em todas as outras etnias. A junção dos yorubás com os Jejes resultou na cultura chamada de: Jeje-Nagô ou Culto Nagô-Vodun. Vodun é o nome das divindades da cultura Jeje.

Dentre as tribos que falavam o ewe, fon e fongbé ou línguas Jejes destacaram-se as tribos: Gan, Fanti, Axanti, Mina e Mahin. Sendo este último o que teve maior destaque sobre as demais culturas Jeje, no Brasil.

A influência Jeje na formação do Candomblé, aqui, no Brasil, é notório. O barco de Ìyàwó (esposa, em yorubá) ou iniciados no Brasil tem os nomes compostos por palavras Jejes: Dofono, Dofonitin, Fomo, Fomutin, Gamu, Gamutin e Vimu, Vimutin.

A palavra Ekedi (auxiliar) também é de origem Jeje. Aqui, no Brasil, Ekedi é um cargo religioso determinado às mulheres que auxiliam as Ìyálórìsà’s ou Bàbálórìsà’s. Em yorubá, este cargo é denominado de Àjòìyè e na Nação de Angola, de Makota.

Outras palavras Jeje foram incorporadas não só ao Candomblé como também ao nosso dia-a-dia, como por exemplo: Acassá, “faca” que no original ewe é escrita com “K” em vez de “C”. Outra palavra Jeje que ficou no nosso cotidiano foi a palavra “tijolo” que vem de Tijoló.

Para melhor compreensão da língua fongbé acontecerá o curso: “Fon Curso de Idioma e Cultura” para aprendizagem e aperfeiçoamento da cultura Fon, originária do Benin, com foco no fongbé, falado, escrito e cantado. Este curso no Brasil recebe apoio oficial da representação do Benin no Rio de Janeiro através do Exmo. Cônsul Sr. Cesar Augusto Maia, tendo também patrocínio da Câmara de Comércio Benin-Brasil. As aulas serão ministradas por professor nativo do Benin, de origem Fon. Cada módulo conta com 16 aulas presenciais de 2 h/dia, um total de 32 horas, e o diploma será emitido pelo Instituto Latino-Americano em parceria com o Consulado da República do Benin/RJ.

Tele: (21) 3264-6604 ou Cels: (21) 98382-7358 e (21) 98166-9169, ambos com Whatsapp.

Vala a pena conferir!

Axé!

Extraído da coluna Religião & Fé do Babalorixá Paulo de Oxalá, do Jornal Extra / Rio de Janeiro – RJ
http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/pai-paulo-de-oxala/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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