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Da fidelidade ao pai de santo: invasão corintiana ganha filme após 40 anos

28/09/201606h00

 

invasao-corintiana
Folhapress

 

A produtora Canal Azul e o canal ESPN realizaram na noite desta terça-feira, em São Paulo, a pré-estreia do filme “1976 – O ano da Invasão Corinthiana”, em evento restrito a imprensa e convidados. O documentário conta uma das histórias mais épicas dos 106 anos do clube, quando cerca de 70 mil torcedores do Timão (o número exato é assunto de debates até hoje…) deixaram São Paulo com destino ao Rio de Janeiro e dividiram as arquibancadas do Maracanã com a torcida mandante, do Fluminense. O jogo que garantiu a classificação do Corinthians para a final do Campeonato Brasileiro de 1976 completa 40 anos no próximo dia 5 de dezembro.

O filme que conta a saga da Fiel foi dirigido por Ricardo Aidar e Alexandre Boechat – coincidentemente, um corintiano e um tricolor das Laranjeiras. A produção se baseia em entrevistas, depoimentos e imagens raras, que não estavam disponíveis ao público antes da produção do documentário. O ponto alto é a curiosa história de três torcedores que foram de Kombi de São Paulo ao Rio de Janeiro e desta vez refizeram a viagem acompanhados do goleiro Tobias, um dos heróis do jogo.

Logo na abertura da pré-estreia, o diretor Alexandre Boechat disse que “o herói do nosso filme é a torcida do Corinthians, os jogadores são apenas representantes”. No filme, de fato, há a voz mais presente de diversos “invasores”, enquanto sociólogos, jornalistas e jogadores, como Basílio, Zé Maria, Wladimir, Tobias, Givanildo, Geraldão e até Rivellino, ídolo alvinegro que naquela oportunidade defendia o Fluminense, deram o contexto do momento histórico do Timão.

O Corinthians não ganhava nenhum título importante desde 1954, e o filme da Invasão repassa justamente a trajetória do clube até chegar ao Maracanã em 1976: fim do jejum de vitórias contra o Santos de Pelé, trágicas mortes de Eduardo e Lidu, fim da Era Rivellino, reconstrução e toda a arrancada até a semifinal do Brasileirão de 1976, quando a torcida escreveu uma das páginas mais bonitas da história do clube e invadiu o Rio de Janeiro.

A história da classificação nos pênaltis todo mundo já conhece, mas o filme conta bastidores pouco conhecidos da saga da Fiel. Ou você sabia que Ruço, autor do gol do 1 a 1 com o Fluminense no tempo normal, ganhou um carro Passat no intervalo do jogo, ao vivo no Programa Silvio Santos? Ou então que a diretoria do Corinthians contratou um pai de santo na véspera do jogo e teve jogador e até jornalista que incorporou entidade e bebeu um litro de cachaça pura? Pois é, mizifio.

A produção do documentário durou cerca de quatro anos e imortalizou a Invasão Corintiana, que já tinha ganho uma importante obra literária em 2011, de autoria de Igor Ojeda e Tatiana Merlino. A pré-estreia contou com figuras importantes da história corintiana, como o goleiro Tobias e até mesmo Casagrande, que ainda não jogava profissionalmente pelo Timão na época da Invasão, mas que não tira essas histórias da mente.

O amor pelo Corinthians ignorou distâncias em 1976.

SERVIÇO:

Exibição do filme
A partir de quinta-feira no Cinearte do Conjunto Nacional, em São Paulo, nas sessões às 14h, 16h, 18h e 20h. Também no Cinépolis do Shopping Metrô Itaquera, em São Paulo, em sessões às 14h45, 17h, 19h45 e 22h. Também haverá exibição em salas do Cinépolis em Campinas e São José do Rio Preto, em datas e horários não divulgados pela produção.

DVD
Lançamento previsto para o mês de novembro, dias antes da Invasão Corintiana completar, de fato, 40 anos.

 

Extraído do site de notícias Bol Notícias / São Paulo – SP
http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/esporte/2016/09/28/da-fidelidade-ao-pai-de-santo-invasao-corintiana-estreia-filme-apos-40-anos.htm

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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