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Decreto inclui cultura de terreiros no calendário oficial de Teresina

Intolerância religiosa causou o assassinato de quatro pais de santo em Teresina, desde 2011, revela pai de santo

20/06/2016 15:09h

 

O evento Cultura Negra Estaiada na Ponte, que acontece anualmente durante as comemorações de aniversário de Teresina, foi incluído no calendário oficial do município através de um decreto assinado nesta segunda-feira (20) pelo prefeito Firmino Filho.

Fotos: Assis Fernandes/ODIA
Fotos: Assis Fernandes/ODIA

A atividade marca a luta dos povos de terreiros por visibilidade e tolerância religiosa. Estima-se que existem mais de 500 terreiros de umbanda e/ou candomblé em Teresina, sendo aproximadamente 150 deles somente na zona Norte.

Segundo Pai Rondinele, fundador do movimento de terreiros do Piauí, a inclusão da Cultura Negra Estaiada na Ponte é o reconhecimento de uma luta que já dura mais de 20 anos. “É uma dívida com os povos de matriz africana, por tudo que já sofremos”, disse.

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O pai de santo reafirma que a intolerância religiosa causou o assassinato de quatro pais de santo em Teresina, desde 2011. “Isso é o reflexo da forma como somos vistos, como demônios. Na verdade, o que fazemos é agregar. Somos a única religião que aceita a todos. Na comunidade, somos pastor, curador, doutor…”, afirma Pai Rondinele.

O projeto Cultura Negra na Ponte inclui um trabalho balizado no coletivismo, cooperação e autogestão desenvolvidos pelos grupos de terreiros. O evento busca revelar para a sociedade as ações de economia criativa e solidária desenvolvidas pelas entidades e o benefício social e cultural dessas iniciativas, que ainda sofrem com o preconceito e o desconhecimento pela maioria da população.

Por: Nayara Felizardo

 

Extraído do site portal O Dia / Teresina – PI
http://www.portalodia.com/noticias/piaui/decreto-inclui-cultura-de-terreiros-no-calendario-oficial-de-teresina-273688.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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