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Dez terreiros de candomblé do Recôncavo serão tombados

Da Redação | Qui, 18/09/2014 às 10:15    
Registro especial e tombamento foram decididos durante sessão plenária do Conselho de Cultura
Registro especial e tombamento foram decididos durante sessão plenária do Conselho de Cultura
Divulgação
Dez terreiros de candomblé dos municípios de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo Baiano, serão tombados e receberão um registro especial para a preservação dos seus aspectos simbólicos-culturais a partir de políticas de salvaguarda. A medida foi aprovada por unanimidade nesta quarta-feira, 17, durante Sessão Plenária do Conselho Estadual de Cultura. A proposta é fruto de uma análise feita pela Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural, presidida pelo conselheiro de cultura Ordep Serra. Inicialmente, o Conselho de Cultura deveria apreciar a solicitação do registro especial desses espaços como patrimônio imaterial, mas a Câmara de Patrimônio decidiu que o tombamento seria o melhor instrumento de proteção desses terreiros e a conservação dos seus espaços físicos. Apesar de equivalentes, o registro especial e o tombamento são iniciativas de proteção que atuam em diferentes esferas. O primeiro zela pelos bens intangíveis (imateriais), como as manifestações populares, conhecimentos e heranças simbólicas dessas matrizes culturais. Já o tombamento é voltado para a preservação física dos espaços - valores histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e paisagístico.   Confira os terreiros a serem tombados: - Humpane Ayomo Huntólogi - Viva Deus ( Asepó Eran Opé Olúwa) - Aganju Didê - Raiz de Ayrá - Ilê Axé Ogunjá - Lobanekum - Ogodô Dey - Dendezeiro Incossi Mukumbi - Ilê Axé Itayle - Labanekum Filha     Extraído do Portal de Notícias A Tarde http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/dez-terreiros-de-candomble-do-reconcavo-serao-tombados-1623782

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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