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Dia 21, marcada com atos ecumênicos, no Rio e entrega do Relatório de Intolerância Religiosa.

ato dia 21  - foto com joao carlos - igreja

Ontem, no dia Mundial da Religião e também Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, contou com diversos líderes religiosos, que realizaram um verdadeiro ato ecumênico no Rio, o encontro reuniu em torno de 400 pessoas.

A concentração começou às 13h, na Central do Brasil, com direito a faixas alusivas a data, por volta das 15h20, um cortejo seguiu de trem, batizado de “Trem da Liberdade”, rumo à estação do Riachuelo. Chegando a Igreja Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, no bairro da Zona Norte, mas o que viu foi uma demonstração de respeito às diversas crenças e uma grande confraternização.

Às 17h, o Babalâwo Ivanir do Santos, fez a explanação do dossiê – Relatório de Intolerância Religiosa. Ivanir, que é interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa  – CCIR, vem chamando à razão da sociedade para o perigo de uma ditadura religiosa em um país como o Brasil, que é diversificado, repleto de crenças e laico. A comissão é a única no mundo a reunir diversos tipos de credos no mesmo grupo. Emoldurado pelos últimos acontecimentos, Ivanir evidencia preconceito, discriminação, violência verbal e física de intolerância religiosa no Brasil.

O relatório será também encaminhado ao Judiciário Legislativo e Executivo, assim como Órgãos Internacionais. O Dossiê contou com documentos recebidos da Seppir, Sociedade Beneficente Muçulmana do RJ, KOINONIA, UFF, entre outras instituições que integram a comissão.

Após alguns dados e linha seguida pela pesquisa, foi lançando também o projeto “Somos Dignidade – Vigílias da Dignidade – Tocha da Dignidade. Iniciativa que partiu do diálogo entre o Conselho Mundial de Igrejas, a UNICEF e a organização The Peoples Movement for Human Rights Learning.

E nada como potencializar o dia 21 de janeiro, com diálogo inter-religioso. Por volta das 19h, a igreja recebeuAli Momade Ali Atumane, representando a Sociedade Beneficente Muçulmana. A Coordenadora do MIR – Movimento Inter-Religioso do RJ, Graças Nascimento, exclamou “Isso aqui agora, é uma manifestação de amor e de solidariedade…”.

A apresentação dos convidados contou com o Coral Ecumênico Boa Vontade, que posicionado ao fundo palco fazia as honras da casa, entoavam músicas entre uma apresentação e outra dos líderes religiosos. O grupo foi devidamente reverenciado pelo Bispo Hécules Aquilini, representante da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que atestou: “Boas músicas levam bons pensamentos, hoje a nossa cidade precisa de bons pensamentos e aprender a não pregar à intolerância”.

O ator Marcus Tardin, que recentemente participou da novela da Record – Os Dez Mandamentos, sentenciou “Estamos criando uma unidade de pensamentos”.

“Nós praticamos a religiosidade desde os primórdios, ninguém tem o direito de perseguir o outro por ser adepto de, seja lá qual for a sua religião”, exclamou Ivanir dos Santos.

O padre Fábio Luiz de Souza, representado a Arquidiocese do RJ, pontuou “Me comoveu está aqui, cada palavra, cada partilha…”

A Igreja Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, ciceroneado por João Carlos – Ministro Pregador, ganhou outras adesões, como da jovem kayllaine Campos, agredida ano passado com uma pedrada, que veio ao lado da avó Kátia Marinho, Raga Bhumi, do Hare Krishna, assim como representantes do Wicca, entre outros, que no final fizeram uma saudação no palco, tendo nas mãos, rosas brancas.

Não importa se a religião é monoteísta ou politeísta, todas buscam em essência o mesmo objetivo: a paz e o respeito entre os seres humanos e a natureza. E assim seja…

ato dia 21 - final

Fotos de Bruna Santos – LBV

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About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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