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Dia da África é comemorado no dia 25 com shows e outras atrações no centro do Rio.

Ganha força no Rio, com evento fazendo alusão a temática africana, no  IFCS, no Largo São Francisco de Paula, com shows, quitutes, oficinas, exposição, debates e outros.

Dia-25-Cortejo-de-Yemanja-Exposição-de-Thábata
Dia-25-Cortejo-de-Yemanja-Exposição-de-Thábata

A data é lembrada em grande estilo, com evento fazendo alusão a temática africana no sentido de mostrar a África sob a ótica de suas belezas socioculturais, esquecendo os aspectos apenas negativos perpetuados ao longo de décadas. E nada como brindar a data com ações de grande relevância.

Para começar, lançamento da Coordenadoria de Experiências Religiosas Tradicionais Africanas, Afro-Brasileiras Racismo e Intolerância Religiosa, com diversas atividades, no Salão nobre do UFRJ – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, no  Largo São Francisco de Paula, no Centro. O dia englobará palestras, apresentação da coordenadoria e dos membros. A grade pontuará com mesa de debate, danças, barracas com iguarias, vestuário, acessórios afros, shows, cinema e outros. O encontro pretende recebe em torno de 1.500 pessoas.

Dia-25-Odarah-Produção-Cultural-Afirmativa
Dia-25-Odarah-Produção-Cultural-Afirmativa

O projeto ganha força e já traz parcerias contundentes, apoiadas pelo IV Encontro Sociocultural, Econômico e Político. Que esse aborda o tema: Questões de África “Uma herança histórica e seus reflexos na sociedade contemporânea”. O encontro traz para o dia: mobilização de alunos e professores.

A Coordenadoria Experiências religiosas tradicionais africanas, afro-brasileiras, racismo e intolerância religiosa, vinculada ao Laboratório de História das Experiências Religiosas (LHER), foi arquitetada a partir dos trabalhos conjuntos entre o Laboratório e o Centro de Articulação de População Marginalizada (CEAP) frente ao combate à intolerância religiosa no Brasil e os debates em torno da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental, Médio e centros de ensino superior. Tendo como coordenadores Ivanir dos Santos (geral), Elé Semog e Mariana Gino

Ivanir-dos-Santos-foto-de-Daivson-Santos
Ivanir-dos-Santos-foto-de-Daivson-Santos

“A Coordenadoria pretende promover o debate em torno das multiplicidades das experiências religiosas africanas e afro-brasileiras, aliada a temática do racismo e da intolerância religiosa, temas ‘caros’ para compreensão da formação religiosa do Brasil, um país hibrido constituído através dos processos sócios-históricos entre as culturas religiosas afro-luso – americano. Americano, evidentemente, por sua posição geográfica e sua população indígena; lusitano, por ter sido colonizado pelos católicos portugueses; e africano, por ter aqui aportado os negros escravizados, em vários países africanos, que traziam consigo seus costumes, suas tradições e, principalmente suas religiões e suas experiências religiosas”, afirma Ivanir dos Santos.

Objetivo Específico – Apontar os trabalhos acadêmicos que estão sendo desenvolvidos sobre. Discutir sobre a inserção e aplicabilidade da lei 10.639. Destacar o dia 25 de Maio não apenas como um marco histórico dentro das histórias do continente africano, mas também uma rememoração da afirmação da identidade negra no Brasil pós diáspora.

Dia-25-Festa-de-São-Jorge-2014-De-Thábata
Dia-25-Festa-de-São-Jorge-2014-De-Thábata

Das 8h30 às 9h – Café da manhã orquestrado pela Vate Produções, produzindo por Cátia Cruz, com os consulados dos países africanos no Brasil: Republica de Angola: Dr. Rosário Gustavo de Ceita – Benin:  Dr. Cesar Haia – Cabo Verde:  Dr. Pedro Antônio dos Santos – República Democrática do Congo:  Dr. Fernando Pablo Mitre Muppapa – Senegal:  Sr. Amina Ngoal -São Tomé e Príncipe / Republica Democrática Saravi: Dr. Washington Machado

 

Das 9h10 das 10h10 – Abertura com Prof. Dr. André Leonardo Chevitarese (UFRJ) – Prof. Mestrando: Babalawô Ivanir dos Santos (UFRJ) – Consulados de Angola; Benin; Cabo Verde; Senegal e República D. do Congo.

Das 10h15 às 11h30 – Mesa Temática: Religiões Tradicionais Africanas, com Prof. Hipólito Sogbos – UFS/Benin – Profª. Leatitia Abyon -UFRGS/Benin – Prof. Dr. Murilo Sebe Boh Meihy (UFRJ)

Das 11h35 às 12h50 – Mesa Temática: Religiões Afro-Brasileiras, com Dra. Helena Teodoro – Mestrando Elaine Marcelina – Universo – Prof. Alexandre Carvalho dos Santos (UFRJ/Padê).

Das 14h05 às 15h20 – Mesa Temática: Racismo, com Profª. Jaciane Belquiades – Prof. Dr. Alain Pascal Kaly (UFRRJ) – Prof Mestrando Elé Semog – UFRJ

Das 15h25 às 16h40 – Mesa Temática: Intolerância Religiosa, com Prof ª. Mestranda Juliana B. Cavalcanti (PPGHC-LHER-UFRJ) e Socióloga Ediene Sales (Estágio de Sá)

Ao longo do dia 25 – Diversos segmentos compõem o evento em plena Praça São Francisco de Paula: feira de afro empreendedores de moda, penteados afro com oficina de tranças (tranças rasta e nagô, dreads), arte, literatura, exposição fotográfica, barracas iguarias africanas e shows…

Na Ala Parceria Cultural – No Largo

Das 9h às 17h – Projeto Odarah Produção Cultural Afirmativa

Se constitui enquanto plataforma de fomento e visibiliza negócios com ênfase na  moda, educação, arte e cultura, geridos por pessoas negras. Em atividade desde 2013, fazendo uma ocupação cultural na FEBARJ (Federação dos Blocos Afro do Rio de Janeiro, na Lapa), atuando enquanto feira de negócios com marcas do Brasil inteiro, bem como enquanto espaço para artistas da fotografia, cinema e artes cênicas. Assinam o evento na praça.

 

Das 9h às 17h – Projeto Trança Terapia por Gabriela Azevedo

O projeto Trança Terapia visa em sua atuação trabalhar o aspecto artístico das tranças, entendendo essa prática ancestral como a expressão da criatividade de um povo que é matriz cultural para a cultura brasileira. Através da arte com as tranças, disseminamos a valorização da estética negra e valorizamos as culturalidades africanas no embelezamento de mulheres e homens.

Às 17h – Apresentação artística Padê

Projeto em Africanidade na Dança Educação- PADE/UFRJ, coordenado pelo professor Alexandre Carvalho, desenvolve estudos sobre as questões da memória e identidade afro-brasileira, tendo como foco de pesquisa os cultos de matriz africana. Pautados nas ações afirmativas, sobretudo na lei 10.639/2003, produz trabalhos artísticos acadêmicos, que tratam da luta contra a intolerância religiosa, preconceito e o racismo e destaca a importância da Cultura Afro-brasileira. 12 integrantes fazem encerramento e performance de 10m: Iroko  Cumieira do Mundo.

Na Ala Expo Afro – na Estrada do Salão Nobre do IFCS

Das 9h às 17h – Projeto Crenças por Thabata Castro.

Exposição com 17 fotos e um políptico (que é um conjunto de 12 fotos, funcionam como um conjunto). Em diversos tamanhos que variam entre 70×50 cm e 10x15cm. Realiza esse projeto desde 2007, formada em História da Arte pela UERJ. A exposição concentra em três festejos “O Cortejo”, que sai do Mercadão de Madureira e vai ate a orla de Copacabana, o do “Dia 2 de Fevereiro”, que sai da FEBARJ e vai ate a Praça XV, onde também sai uma barca que vai até a entrada da Baia de Guanabara e por ultimo os festejos de “São Jorge”, na Igreja da Rua da Alfândega, no Centro.

 

Na Ala África na Praça – Largo São Francisco de Paula

Às 9h – Feira cultural e gastronômica Paladares da África – 2ª. Edição II. Em torno de 50 barracas compõe a feira na praça doLargo São Francisco. A festa contará ainda com o DJ Nilson Newboys, entre DJs angolanos, cabo verdianos, congoleses e brasileiros, que se revezam no decorrer do dia. A festa conta ainda com barracas: com acessórios, tecidos, esculturas, turbantes, que variam de R$ 3,00 a R$ 150,00.

Às 12h30 – gastronomia – com iguarias africanas como micondes, paracuca, doce de coco, doce de ginguba, ginguba torrada, banana assada, mufete de peixe frito, fungi de milho de bombo, cachupa, kizaca, entre outros. Os quitutes variam entre R$ 3,00 a R$ 20,00.

Às 15h – Desfile de moda com trajes africanos de Cabo Verde, Senegal, Congo, entre outros. Com direito a atrações musicais com blocos afros.

Às 17h – Shows a partir das 17h, com diversos convidados.

·         Com o grupo Batacotô – do ioruba, como líder e fundador o baterista Téo Lima, foi conhecido, no Brasil, um tipo de tambor usado, principalmente na Bahia do século XIX, pelos africanos revoltados. Tido como elemento fortemente incitador das massas rebeladas, sua importação foi proibida depois da grande insurreição de 1835, conhecida como Revolta dos Malês.  Em 1991, o nome batizou o grupo vocal e instrumental de música popular que une um pouco de música de raiz brasileira com guitarristas de rock, teclados, contrabaixos aliados ao suingue do jazz e ao ritmo dos bateristas de escola de samba. E é exatamente essa mistura que dá um tempero especial ao grupo cuja base “afro” é a identidade que sustenta todas essas experimentações.

 

·         Seguindo pelo show – O ”Maestro das Ruas” – Dudu Fagundes, começou trabalhando sentado num banquinho em frente à Escola Nacional de Música, na Lapa, fazendo partituras com papel e caneta na mão. Depois comprou equipamentos de informática, instrumentos, fez parcerias com outros profissionais da área e começou a desenvolver muitos trabalhos no meio artístico. E traz novidades com novo trabalho, com o CD “Uma Nobreza Rara”, no repertório as músicas “Luanda Ainda”, “Minha Crioula”, “Bem Vindo, Soul África” e “Preto e Branco”.

·         O projeto fecha com participação de Nego Alvaro, o músico traz um histórico acompanhando bambas. Nego Alvaro faz participação com as músicas “O Canto das 3 Raças”, “Emoriô” e o sucesso gravado na voz de Beth Carvalho “Estanhou O Que?”

Na Ala Cine Áfricas – sessão com filmes africanos variados, durante o dia, no interior do IFCS.

Entenda: O Dia Internacional da África foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1972, por reconhecimento ao dia 25 de Maio de 1963, quando chefes de Estado africanos reuniram-se na Etiópia. Nesse dia, fundou-se a Organização da Unidade Africana (OUA), sendo conhecida hoje como União Africana, que tem como objetivos: manter a unidade e a solidariedade africana, eliminar o colonialismo, garantir a soberania dos Estados Africanos e a sua integração econômica, bem como fomentar a cooperação política e cultural no continente.

 

Dia 25 de Maio – QUARTA, das 9h às 20h

No Instituto Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ)

Largo São Francisco de Paula, 1 – Centro

Entrada franca

Dudu Fagundes
Dudu Fagundes
Dia 25 - Trancaterapia -  Odarah Produção Cultural Afirmativa
Dia 25 – Trancaterapia – Odarah Produção Cultural Afirmativa
Dia 25 - produtora Cátia Cruz
Dia 25 – produtora Cátia Cruz
Dia 25 – Nego Alvaro, fotos de Lucas Bori

Fonte: ASCOM

Rozangela Silva
Sócia Diretora
Bi & Ro Assessoria de Comunicação
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About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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