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Dia da Consciência Negra é lembrado nesta sexta-feira

Alex de Paula

 

 

Luciano da Matta l Ag. A TARDE Adeptos do candomblé se reúnem antes de dar início à amarração dos ojás
Luciano da Matta l Ag. A TARDE
Adeptos do candomblé se reúnem antes de dar início à amarração dos ojás

O Dia da Consciência Negra é marcado nesta sexta-feira, 20, em Salvador por uma série de ações comemorativas. Shows, caminhadas, oficinas de teatro, palestras e exposições artísticas fazem parte da programação organizada.

No Pelourinho, no Largo Pedro Archanjo, o grupo I.F.Á Afrobeat! apresenta  às 21h um som de manifesto de afirmação inspirado na música de matriz africana. Antes, no  Largo Tereza Batista, às 20h, a banda Diamba inicia o show intitulado Porque Alma Não Tem Cor, com a participação do bloco afro Muzenza.

Nas ruas, a população pode acompanhar a 15ª Caminhada da Liberdade, que parte do Curuzu em direção ao Pelourinho, às 15h. Do Campo Grande, no Centro da cidade, também às 15h, sai a XXXVI Marcha Zumbi dos Palmares em direção à Praça Municipal.

 

Artes

No Cineteatro Solar Boa Vista, localizado no bairro do Engenho Velho de Brotas, estão em exposição até domingo obras da Mostra Artes do Engenho.

O Museu de Arte da Bahia, localizado no Corredor da Vitória, apresenta até o dia 30  a exposição Faces, do fotógrafo baiano Álvaro Villela, retratando os  quilombolas nas comunidades da Barra e do Bananal.

Para o diretor-executivo do Instituto Mídia Étnica, Paulo Rogério, além de comemoração, a data marca um momento de reflexão para a sociedade.

“É um marco a ser lembrado, um dia para se pensar nos novos passos da luta contra o racismo, nos problemas que atingem a comunidade negra e de como superar esses problemas”, diz Rogério. A data do Dia da Consciência Negra é alusiva à morte  de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil.

Nesta quinta, 19, o Coletivo de Entidades Negras (CEN) organizou o seminário Liberdade Religiosa e o Sistema de Justiça para iniciar as atividades da 11ª edição da Alvorada dos Ojás.

Membros do movimento negro, representantes da Defensoria Pública  e do Tribunal de Justiça da Bahia se reuniram no  Hotel Sheraton, no Campo Grande, para debater a  conscientização pela vida e liberdade religiosa do povo negro.

“Estamos preocupados com o aumento da intolerância religiosa no Brasil. Precisamos trazer à sociedade o que deve ser feito para solucionar esses problemas. Quais caminhos devemos seguir para ter acesso à justiça em busca de igualdade”, conta o coordenador-geral do CEN, Marcos Rezende.

À noite, líderes religiosos e filhos de santo se concentraram no terreiro Tumba Junçara, no Engenho Velho de Brotas, e seguiram para a amarração dos ojás (tecidos sagrados do candomblé) em árvores do Dique do Tororó, Campo Grande, Corredor da Vitória e no bambuzal do Aeroporto.  Eles pediram paz e tolerância religiosa.

 

Década Estadual Afrodescendente

Em setembro, o governador Rui Costa assinou o decreto que cria a Década Estadual Afrodescendente. A iniciativa prevê em 180 dias um  grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) aponte as prioridades desta população e as ações que serão desenvolvidas pelo governo nos próximos
10 anos

 

Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://www.atarde.uol.com.br/consciencianegra/noticias/1727949-dia-da-consciencia-negra-e-lembrado-nesta-sexta-feira

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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