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Dicionário de terreiros e batucadas de bamba

Por: Pai Paulo de Oxalá em 30/10/15 05:31     dicionario_do_samba No final do século XVIII, um ritmo africano com muita batucada e dançado em rodas, o "semba", popularizado no recôncavo baiano chegou a Salvador. Já no começo do século XIX, com a migração de baianos para o Rio de Janeiro, o semba chegou à região portuária, que abrange desde a Praça Mauá e Pedra do Sal até o antigo "Largo do Rocio Pequeno", atual Praça Onze. A palavra semba é da língua umbundo que significa umbigada, pois era assim que em momentos de descontração os povos de etnia banto dançavam: dando umbigadas. A palavra semba foi modificada para samba. Podemos dizer que o samba nasceu na Bahia, mas foi no Rio de Janeiro que ele se desenvolveu e tornou-se um dos maiores patrimônios culturais de todos os tempos. Não se pode desassociar a relação entre as antigas escolas de samba e a religião afro. As "Tias" (antigas baianas) eram iniciadas no Candomblé e levaram para essas escolas palavras usadas nos rituais, como por exemplo, o termo barracão, que passou a designar os galpões que abrigam as fantasias e alegorias das escolas de samba. Por sua vez, as quadras eram chamadas de terreiro e era comum dedicar a escola a um Orixá. Isso tudo pode ser conferido no "Dicionário da História Social do Samba", de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas. Com 393 verbetes falados no mundo do samba. O livro descreve períodos históricos e lugares de origem e tradição, como Oswaldo Cruz, onde nasceu a Portela; e o Estácio, bairro de bambas como Ismael Silva, Bide e Nilton Bastos (criadores da primeira escola de samba). É um dicionário de bamba (do kimbundu, mbamba – mestre)! Uma excelente fonte de consulta para pesquisadores e admiradores das culturas de origem afro, em particular, o samba. Axé!   Extraído da coluna Religião e Fé, do Babalorixá Paulo de Oxalá, do Jornal Extra on line / Rio de Janeiro – RJ http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/pai-paulo-de-oxala/

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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