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Diferentes ritmos formam o Carnaval brasileiro

Actualizado há 6 horas e 8 minutos

Lusa

Foto Reuters
Foto Reuters

Nem só de samba vive o Carnaval brasileiro, e a festa espalha-se por diferentes cidades com diversos ritmos, entre eles o internacionalmente conhecido “axé”, e manifestações culturais locais.

O samba é a trilha sonora principal dos desfiles das escolas, que ocorrem em diversas cidades do país, mas o mais grandioso é o do Rio de Janeiro, seguido por São Paulo. Mas o carnaval carioca reúne milhões de turistas também nas ruas da cidade, nos blocos.

Os blocos de carnaval são formados por uma banda móvel, seja sobre carros abertos ou com os ritmistas caminhando pela cidade, e os “foliões”, que seguem a música. O formato permite diferentes ritmos, mas as “marchinhas” são as mais tradicionais, repletas de ironias e bom humor.

Além das ruas do Rio de Janeiro, os blocos são comuns no interior de Minas Gerais, sendo os maiores nas cidades históricas de Ouro Preto e Diamantina, e cada vez mais chegam ao Carnaval de São Paulo.

Já em Salvador da Baía o ritmo que embala o Carnaval é o “axé”, também conhecido como “axé music”, cujos expoentes são cantores e grupos internacionalmente conhecidos, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Chiclete com Banana. O género musical surgiu na Baía na década de 1980, com uma mistura de ritmos populares, latinos e afro-brasileiros.

Ainda no nordeste brasileiro, no estado de Pernambuco, os foliões nas cidades de Recife e Olinda dançam ao som do frevo e do maracatu, ritmos que nasceram localmente, com raízes afro-brasileiras. Em Recife, há ainda o “Galo da Madrugada”, conhecido como o maior bloco de Carnaval do mundo.

Manifestações religiosas também ocorrem durante o feriado, como os afoxés, que têm origem em terreiros de candomblé (religião afro-brasileira) e desfila pelas ruas, ou pelo sambódromo, após um ritual. Os participantes cantam em línguas africanas e desfilam vestidos em tons de uma única cor para homenagear um Orixá, entidade espiritual ligada à natureza.

Em Manaus, no Amazonas, além das escolas de samba há também o Carnaboi, inspirados no Festival Folclórico de Parintins, que explora lendas, costumes de ribeirinhos e rituais indígenas, sempre com temáticas regionais, numa apresentação que envolve a disputa entre dois bois folclóricos, o Garantido e o Caprichoso.

A música eletrónica também faz parte do Carnaval brasileiro, em festas da cidade de Florianópolis, no sul do país, nas quais o ritmo da percussão é substituído pelos aparelhos dos DJ. Nos últimos anos, atrações internacionais como FatBoy Slim e David Guetta tocaram no município.

Nos carnavais de salão (comemorados em locais fechados, como clubes, em vários municípios) e de cidades universitárias, muitas vezes os estilos se misturam para compor a festa, e são somados a algum outro ritmo que esteja na moda, como o funk carioca.

Há festas com ritmos para quase todos os gostos, para que os foliões tirem as suas fantasias do armário e se divirtam entre confettis e serpentinas.

Extraído do site do jornal português Diário de Notícias / Funchal-PT
http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/498733-diferentes-ritmos-formam-o-carnaval-brasileiro

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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