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Disque Combate ao Preconceito recebe 41 denúncias em um mês de funcionamento

 

Agência Brasil

24.09.17 – 19h35

O primeiro mês de funcionamento do serviço Disque Combate ao Preconceito, iniciativa da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) do Rio de Janeiro, registrou um total de 41 denúncias, lideradas por violação dos direitos da pessoa idosa (37% do total) e crimes de intolerância religiosa e preconceito racial (32%). Em terceiro lugar, ficaram as denúncias relacionadas a direito e justiça (19%).

Para o titular da secretaria, Átila Nunes, o balanço do período é positivo. “A avaliação é muito positiva. É mais um canal dentro do que a secretaria já vem fazendo”. Segundo ele, o mais importante é que, independente da quantidade de denúncias recebidas, algumas ligações tiveram resultados que fizeram diferença.

É o caso de um pastor evangélico acusado de intolerância religiosa que postou nas redes sociais a quebra de várias imagens de santos de religiões africanas. A secretaria encaminhou a denúncia à Delegacia Policial da Posse, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, onde o caso ocorreu. Os policiais identificaram e autuaram o religioso acusado de fanatismo. “Foi uma das respostas viáveis e possíveis graças ao Disque Combate ao Preconceito”, disse o secretário.

Estímulo

Segundo Nunes, muitas vítimas de preconceito e de intolerância, entre as quais idosos, pessoas com deficiência e pessoas do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) precisam ser estimuladas a apresentar suas denúncias.

O canal de ligação gratuita permite que as pessoas identifiquem possibilidades de resposta por parte do Estado. “Na hora em que elas começam a perceber que existe um desdobramento, que os resultados são alcançados a partir de uma denúncia, outras pessoas se sentem estimuladas e a gente combate, inclusive, um dos maiores problemas que se colocam em relação a isso, que é a subnotificação”, analisou o secretário.

O Disque Combate ao Preconceito recebe também chamadas de pessoas que procuram conhecer seus direitos, fazer sugestões ou reclamações. As denúncias são encaminhadas à equipe técnica da secretaria, que oferece assistência psicológica, jurídica e social às vítimas e encaminha as demandas aos órgãos responsáveis. As chamadas podem ser feitas pelo telefone (21) 2334 9551, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

 

Extraído do site da Revista Isto É / São Paulo – SP
http://istoe.com.br/disque-combate-ao-preconceito-recebe-41-denuncias-em-um-mes-de-funcionamento/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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