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Distrito Federal: terreiro de candomblé é atacado pela terceira vez em 2015

De acordo com o Centro de Operações Integradas de Segurança (Ciops), o crime pode ter sido causado por intolerância religiosa

Correio Braziliense

Bernardo Bittar

Publicação: 23/10/2015 11:16 Atualização:

 

Pela terceira vez, somente este ano, o terreiro de candomblé do babalorixá Babazinho de Oxalá foi atacado. O novo crime aconteceu na noite desta quinta-feira (23/10), em Santo Antônio do Descoberto. Imagens de orixás foram quebradas e parte do local ficou queimada. De acordo com o Centro de Operações Integradas de Segurança (Ciops) da cidade, a situação pode ter sido causada por intolerância religiosa.

No começo do mês, representantes de 50 terreiros do Distrito Federal e do Entorno estiveram na Câmara Legislativa, em audiência pública, para tentar preservar a religião africana. Eles se reuniram a pedido do deputado João Lyra (PSD).

Entre as reivindicações atendidas, o desejo de transformar os terreiros em espaço cultural — agora, é obrigação do estado protegê-los — e a criação de um Conselho de Religião de Matriz Africana na CLDF. Faltou, porém, aprovar um Projeto de Lei instituindo uma delegacia exclusiva para tratar das questões religiosas no DF.

De acordo com Coordenação de Enfrentamento ao Racismo da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (Sepir), em 2015, já ocorreram mais de 10 crimes contra centros religiosos de matrizes africanas praticados no DF e Entorno.

 

Extraído do site do Jornal Diário de Pernambuco / Recife – PE
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2015/10/23/interna_brasil,605721/distrito-federal-terreiro-de-candomble-e-atacado-pela-terceira-vez-em-2015.shtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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