Breaking News

Documentário registra rituais do candomblé preservados há mais de 60 anos será lançado no SESI

1525149_726977397321967_1301483047_nHùndàngbènă - 4_crédito Mazé Mixo
O documentário objeto da matéria abaixo que foi publicada aqui no Jornal Awùre será lançado no próximo dia 24, às 19h, no Teatro SESI, no centro da cidade do Rio de Janeiro, na Avenida Graça Aranha, 1, no térreo do prédio da FIRJAN.
Leia a matéria sobre o documentário abaixo:
Hùndàngbènă percorre parte da história de uma das religiões afrobrasileiras mais antigas e tradicionais, o candomblé. O documentário revela o cotidiano do terreiro Húmkpàmé Hùndàngbènă, fundado por Mèjitó Marcos Carvalho de Gbésèn, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Descendente da matriz baiana Húmkpàmé Ayono Huntoloji, fundada pela saudosa Gaiaku Luíza de Oyá e atualmente comandada por Gaiaku Regina de Avimaje, a filial se apresenta como um verdadeiro celeiro de resistência cultural e religiosa. O filme é uma obra do fotógrafo e documentarista iguaçuano Mazé Mixo, onde mostra algumas minúcias e diferenças desse culto específico às divindades africanas que, no Jeje-Mahi, são conhecidas como Voduns. Permeia também por entre a história do próprio candomblé que se confunde com a dos negros africanos trazidos para cá oriundos de várias etnias, com diferentes idiomas e dialetos, rituais e formas de culto, buscando reproduzir aqui os ritos de seus antepassados.
Após a morte de seu pai-de-santo e o fechamento do terreiro onde entrou para o candomblé há 25 anos, o recém-iniciado Marcos Carvalho resolve partir para o recôncavo baiano em busca da origem de suas raízes religiosas. Percorre as Casas Matrizes do Jeje-Mahi e acaba por conhecer, e se encantar, com o carisma, simplicidade e profundo conhecimento da Gaiaku Luíza de Oyá, uma das mais importantes e emblemáticas sacerdotisas da história das religiões de matrizes africanas no Brasil. Branco, homem, jovem e ”forasteiro”, ele passa a lidar com o preconceito e a resistência inicial de suas novas ”irmãs”: mulheres negras, idosas e experientes na religião. Com paciência e insistência, ele conquista a todos e acaba por escrever um livro sobre sua nova mãe-de-santo. “Gaiaku Luíza e a trajetória do Jeje-Mahi na Bahia” se torna um dos únicos estudos brasileiros a tratar da vertente Jeje-Mahi e se mantém um sucesso absoluto até hoje. Anos mais tarde ele finalmente funda sua própria roça em Duque de Caxias-RJ e é reconhecido como um dos mais importantes mantenedores da cultura Jeje-Mahi no país.
Hùndàngbènă - Mejitó Marcos_crédito Mazé Mixo
Na encruzilhada do Século XXI, em que a tradicional cultura do candomblé vem se modernizando e perdendo identidade, o filme vem mostrar que às vezes o novo só é legítimo quando anda de mãos dadas com o tradicional. Apesar de algumas resistências iniciais de próprios integrantes da religião, contrários por conta de alguma possível superexposição de seus mistérios, ambos os idealizadores do projeto garantem que nenhum fundamento ou ”segredo da Nação” será revelado. Os registros apresentam como o Húmkpàmé Hùndàngbènă se mantém no Rio de Janeiro (em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense) nos exatos moldes da ”Casa Mãe” na Bahia.
 
Hùndàngbènă adere financiamento coletivo já com previsão de lançamento em janeiro
Após dois traileres lançados em plataformas digitais como Youtube e Vimeo, alcançando quase 5 mil visualizações em pouco mais de um mês, o filme chamou atenção de pessoas de todo o Brasil e a previsão de lançamento é para janeiro de 2014. A iniciativa é 100% independente, as imagens foram realizadas e produzidas sem ajuda de editais ou doações. O filme foi gravado inteiramente por Mazé, com seu próprio equipamento.
Recentemente o documentário foi aprovado pelo Catarse, um dos maiores e mais sérios sites de Financiamento Coletivo do país, para levantar fundos para a finalização e lançamento. Diferentemente de uma doação, por exemplo, o sistema de financiamento coletivo estimula contrapartidas aos apoiadores. Ao invés de apenas enviar cegamente dinheiro para a conta do projeto o apoiador pode ‘comprar’ recompensas como o DVD do filme, ou o livro “Gaiaku Luíza e a Trajetória do Jeje-Mahi na Bahia” autografado pelo próprio Mèjitó, ou ao menos ter seu nome nos créditos do próprio filme como apoiador, por quantias simbólicas, a partir de R$ 20. Instituições, empresas e apoiadores interessados em aderir cotas especiais também podem participar do projeto. O sistema é extremamente seguro, além de possibilitar o pagamento através de boleto bancário ou cartão de crédito. Se o valor mínimo não for atingido até a data determinada o dinheiro é integralmente devolvido a todos.
Financiamento Coletivo – Catarse: http://catarse.me/hundangbena
Release enviado por Priscila Bispo

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *