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Duque de Caxias poderá ter centro cultural no bairro Vila Leopoldina

Área do terreiro de Joãozinho da Goméia pode se transformar em centro cultural

11/8/2015, 10:02

Termina nesta sexta-feira (14/08), a primeira fase do projeto de escavação arqueológica por alunos e professores da UFRJ no terreno do bairro Vila Leopoldina onde, durante décadas, funcionou o terreiro de candomblé do babalorixá Joãozinho da Goméia. O terreno que pertence ao município poderá se transformar em um Centro Cultural no ano que vem. O secretário de Cultura e Turismo, Jesus Chediak, que visitou o local nesta segunda-feira (10), disse que pretende realizar um concurso para escolha do projeto com a participação de arquitetos dos países africanos de língua portuguesa. A segunda campanha está prevista para os meses de março e agosto do ano que vem. Até lá a área será guardada pela prefeitura parceira do projeto.

Estudante de arqueologia limpa um objeto encontrado a mais de um metro de profundidade. Foto: Rafael Barreto.
Estudante de arqueologia limpa um objeto encontrado a mais de um metro de profundidade. Foto: Rafael Barreto.

Durante o trabalho dos arqueólogos já foram encontrados objetos e utensílios do terreiro como contas, cachimbos, colares e cordões feitos com tecidos, vidros de remédios e perfumes, além de restos de amianto que cobriam o terreiro. O trabalho faz parte da pesquisa de doutorado do arqueólogo Rodrigo Pereira e de alunos de mestrado da UFRJ, e está sendo orientado por professores da coordenação de graduação em arqueologia do Museu Nacional de UFRJ.

“Esse trabalho é muito importante para a cultura do município e o primeiro em um terreiro de candomblé no Brasil”, destacou o secretário de Cultura Jesus Chediak que viu de perto parte dos objetos que já foram encontrados pelos arqueólogos da UFRJ.

O local está sendo visitado por babalorixás e filhos de santos do candomblé. Nesta segunda-feira, esteve no terreno o babalorixá Ivanir dos Santos dos Santos da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Para ele o trabalho dos arqueólogos é o resgate da tradição. “Joãozinho da Goméia foi muito importante para o candomblé de Angola”, frisou. Ele acompanhou a descoberta de um “ariaxé”, um centro de força e poder religioso da casa. “Todos os objetos encontrados no terreno, depois de examinados pelos arqueólogos, serão entregues a yalorixá Ceci, herdeira de Joãozinho da Goméia”, disse Ivanir dos Santos.

Já foram descobertos o quarto do caboclo e o piso do salão principal do terreiro que recebeu muitas personalidades e autoridades como Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, e os cantores Marlene e Dorival Caymmi. Joãozinho da Goméia chegou ao Rio de Janeiro em 1946 e faleceu em 1972.

 

Extraído do portal de notícias SB – Site da Baixada
http://noticias.sitedabaixada.com.br/cultura/2015/08/11/duque-de-caxias-podera-ter-centro-cultural-no-bairro-vila-leopoldina/?utm_source=footer&utm_medium=footer&utm_campaign=footer

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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