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Eleito recentemente Patrimônio da Humanidade pela Unesco, Cais do Valongo aparece alagado

Equipe da Rio Águas precisou fazer drenagem de emergência no local

 

POR O GLOBO

25/07/2017 20:29 / atualizado 25/07/2017 20:55

Equipe da Rio Águas faz drenagem no Cais do Valongo – Guito Moreto / Agência O Globo

 

RIO – Recentemente declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio, apresentou um problema que pegou os frequentadores da região de surpresa. Nesta terça-feira, o local, que foi o principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, apareceu alagado. Uma equpe do RJ-TV que esteve no local mostrou que a Rio Águas e a Comlurb precisaram ser acionadas de maneira emergencial para fazer a drenagem e limpeza do cais.

De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), o problema foi causado por um problema em uma das três bombas que fazem a drenagem do cais. Apesar do alagamento, a água não chegou a invadir as ruas da região.

Em nota, a Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) disse que a equipe do órgão atuou com rapidez para conter o vazamento de água, causado pelo defeito de uma bomba que fica submersa ao cais, atuando no sistema de rebaixamento de um lençol freático.

“No Cais do Valongo, existe um sistema de rebaixamento do lençol freático.A bomba submersa do referido sistema apresentou defeito nesta terça-feira, por isso o local alagou. A equipe da SECONSERMA atuou com rapidez, retirando a água com bombas e utilizando profissionais especializados para fazer o reparo do sistema existente o mais rápido possível. Ficaremos com as bombas funcionando ininterruptamente até que o sistema existente seja reparado. Não podemos dar prazo de quando o sistema de rebaixamento será normalizado, pois a bomba que estragou será retirada nesta quarta-feira”, informa o texto da Seconserma

Após o título da Unesco, o Cais do Valongo passou a atrair um maior número de visitantes, e se transformou em um novo ponto de visitação na Zona Portuária, que já havia passado por um processo de revitalização para os Jogos Olímpicos. Apesar das reclamações de visitantes sobre a falta de sinalização e policiamento, a prefeitura do Rio pretende ampliar o apelo turístico do local, com a construção de um museu da escravidão, que, segundo a adminsitração municipal, será feito por meio de uma Parceria Público-Privada.

VALOR HISTÓRICO

Importante para a comunidade afro-brasileira e para a comunidade afro-americana em geral, o Cais do Valongo agora encontra-se no mesmo patamar da cidade de Hiroshima, no Japão, e do Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia, classificados como locais de memória e sofrimento. O local é o único cais de desembarque de africanos escravizados ainda preservado materialmente. Pela magnitude do que representa, coloca-se como o mais destacado vestígio do tráfico negreiro no continente americano.

Apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, a candidatura do Sítio Arqueológico do Cais do Valongo foi aceita no fim de 2015 pelo Centro do Patrimônio Mundial. A candidatura teve como base um dossiê que resgata a história do tráfico de escravos na cidade em suas várias fases e analisa, detalhadamente, a importância histórica e social desse processo, além do significado do sítio arqueológico não só para os afrodescendentes, mas para todos os brasileiros.

Extraído do site do Jornal O Globo / Rio de Janeiro – RJ
https://oglobo.globo.com/rio/eleito-recentemente-patrimonio-da-humanidade-pela-unesco-cais-do-valongo-aparece-alagado-21631214#ixzz4o6BkuDfs 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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