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Elementos afros e católicos compõem missa em igreja em Macapá

GERAL  17/05/2016 22h41

 

Celebração reuniu católicos e membros de religiões africanas em Macapá (Foto: Jéssica Alves/Site)
Celebração reuniu católicos e membros de religiões africanas em Macapá (Foto: Jéssica Alves/Site)

Todas as terceiras terças-feiras de cada mês, membros de religiões de matriz africana e da igreja católica São Benedito, localizada no bairro Laguinho, Zona Central de Macapá , se reúnem para celebrar a Missa Afro, utilizando elementos afros, como banho de cheiro, cânticos ao som de caixas de marabaixo e a presença de padre e pais e mães de santo.

Heloísa Jucá participou pela primeira vez da missa (Foto: Jéssica Alves/Site)
Heloísa Jucá participou pela primeira vez da missa
(Foto: Jéssica Alves/Site)

Criada há cerca de 3 meses pela Pastoral Afro-Brasileira do Amapá , a missa afro tem representantes da umbanda, candomblé, tambor de mina e catolicismo. Nesta terça-feira (17), o evento celebrou o fim do clico do marabaixo no Amapá.

A cerimônia iniciou por volta das 18h, com a realização de uma ladainha para a Santíssima Trindade, como parte da celebração do Clico do Marabaixo.  Os símbolos das religiões de matriz africana presentes na igreja representam mistura de crenças dos participantes. Ao final, foi realizado um banho de cheiro, onde os líderes religiosos respingaram nos fiéis água à base de ervas e perfumes.

A assistente social Heloísa Jucá, de 48 anos, participou pela primeira vez da missa-afro. Ela disse que é importante a celebração para a diversidade de crenças e culturas.

Banho de cheiro é um dos elementos da missa  (Foto: Jéssica Alves/Site)
Banho de cheiro é um dos elementos da missa
(Foto: Jéssica Alves/Site)

“Gostei da ideia da missa afrodescendente e pretendo, sim, participar sempre, pois é uma forma de preservar a cultura e identidade do povo amapaense”, disse.

De acordo com a coordenadora da Pastoral Afro-Brasileira no Amapá, Antônia Guina, a missa afro é a forma como os descendentes dos quilombos expressam a fé através das danças, ladainhas e batuque dos tambores, seguindo a liturgia da igreja católica

“Além dos rituais comuns da missa católica, os fiéis participam de ladainha, banho de cheiro e os cânticos são celebrados ao som de caixas de marabaixo. Uma forma de manifestar a fé cristã e preservar a cultura de matriz africana”, enfatizou.

O coordenador diocesano da Pastoral Afro, padre Francivaldo Lima, disse que a missa é uma forma de celebrar as religiões africanas e combater o preconceito.

“Precisamos colaborar na construção de uma sociedade justa e solidária. E é isso que estamos fazendo aqui, promovendo a integração de negros e negras, que sofrem até hoje com a discriminação e o preconceito”, enfatizou.

 Fiéis durante ladainha que antecedeu na Missa Afro em Macapá (Foto: Jéssica Alves/Site)

Fiéis durante ladainha que antecedeu na Missa Afro em Macapá (Foto: Jéssica Alves/Site)

 

Extraído da versão digital do Jornal Floripa / Florianópolis – SC
http://www.jornalfloripa.com.br/noticia.php?id=10786633

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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