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Em RO, crânio furtado de cemitério é encontrado em terreiro de candomblé

Pai de santo do terreiro disse que desconhecia a existência do crânio.
Ossada é de uma idosa que faleceu em 12 de agosto deste ano.

 

Franciele do ValeDo G1 RO | 04/09/2014 22h59 – Atualizado em 04/09/2014 23h07

 

Homem cavou cova e retirou o crânio (Foto: Vandre dos Santos Alves/Arquivo Pessoal)
Homem cavou cova e retirou o crânio
(Foto: Vandre dos Santos Alves/Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil encontrou na tarde desta quinta-feira (4) um crânio humano em um terreiro de candomblé localizado em Ariquemes (RO), município distante cerca de 200 quilômetros de Porto Velho. A caixa craniana seria a que foi furtada no Cemitério Municipal de Vale do Anari (RO) no último dia 30 de agosto. Segundo a polícia, o proprietário do local, um pai de santo, de 25 anos, disse que desconhecia a existência do crânio em seu terreiro.

O delegado Sérgio Seizo Toma informou que o homem suspeito de ter furtado o crânio indicou para a polícia onde estava a cabeça humana. Com a informação, o delegado, juntamente com a equipe de investigação do caso foram até o local e encontraram o crânio num terreiro de candomblé atrás de um barraco. De acordo com o delegado, a cabeça estava dentro de uma caixa de papelão em um saco plástico.

 

Os policiais entraram em contato com o proprietário do terreiro e ele alegou que não sabia que a cabeça estava em seu terreiro. O delegado informou que o homem foi ouvido na Delegacia de Polícia Civil de Ariquemes e liberado em seguida.

Além do pai de santo, uma mulher que estava no local, também foi ouvida e liberada. “As investigações continuam para identificar os envolvidos nesse crime e, caso sejam confirmada a participação de cada um, eles devem responder pelo crime de furto ou violação de sepultura”, comentou o delegado que reiterou ainda que, o crânio pertence a uma mulher idosa, que faleceu no dia 12 de agosto. O crânio será devolvido para a família.

Entenda o caso
Na noite do último sábado (30), um homem de 57 anos que trabalha como autônomo construindo sepulturas no Cemitério Municipal do Vale do Anari, cavou o túmulo da idosa e retirou o crânio. Ele contou à polícia que um estudante de medicina teria encomendado o serviço e pagaria ao autônomo a quantia de R$ 500.

 

Extraído do Portal de Notícias G1 RO

http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2014/09/em-ro-cranio-furtado-de-cemiterio-e-encontrado-em-terreiro-de-candomble.html

 

Nota da Redação Awùre: A exumação de partes do esqueleto humano em cemitérios não traduz a ritualidade das religiões de matriz africana. Isso é tipificação criminal e seus autores devem ser punidos na forma da lei. Essa prática se confunde com os rituais de magia negra e segue na contra mão das religiões afro-brasileiras. Àqueles que observarem a utilização de esqueletos humanos ou parte deles em rituais deve procurar as autoridade e denunciar seus praticantes para que sejam levados à justiça.

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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