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Embaixadores da Alegria conta a trajetória de Xangô: de rei a orixá

Mitologia africana é a aposta da escola mais antiga do carnaval curitibano.
Desfiles serão no sábado (14), na Rua Marechal Deodoro.

Fernando CastroDo G1 PR | 10/02/2015 08h20 – Atualizado em 10/02/2015 15h01

 

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A mitologia africana é a aposta da escola mais antiga em atividade no carnaval curitibano para o desfile de 2015. Com o enredo “O Alafin de Oyó – Uma viagem à terra mística do rei Xangô”, a agremiação reforça a bandeira de trazer temas culturais para a avenida e tenta levar o título de volta para o bairro Santa Quitéria, oito anos após a última conquista.

 

Na avenida, o enredo se desenrola em meio à história de Xangô. “Começa com Xangô rei de Oyó, até a transformação dele em orixá”, conta a diretora da escola Suzy D’Ávila. “Ele é um rei muito poderoso e conquista vários países. Numa dessas conquistas, o inimigo acaba pegando alguns soldados dele, e fazendo barbaridades com eles. Xangô fica irado com isso, sobe o morro e evoca poderes”, narra a diretora.

Segundo a mitologia, as esposas Obá, Oxum e Iansã são as responsáveis por ensinar a Xangô os poderes dos Orixás. O resultado, porém, não sai como o esperado. “Ele invoca os poderes com tanta raiva e acaba matando alguns dos soldados dele em meio aos inimigos”, explica Suzy. Mesmo sem se perdoar pelo ato, ele ainda impede que os seus soldados devolvam o tratamento aos inimigos sobreviventes antes de se afastar. “Magoado pelo que fez, ele some até que Iansã interfere e faz com que Oxalá transforme Xangô em orixá, um Deus. Assim, ele vira o Deus da Justiça e do Fogo”, conclui a diretora.

Suzy conta que a preocupação com a cultura e a história faz parte da linha de trabalho da Embaixadores. “Certa vez falamos sobre religião e tinha um Coliseu representado. Um catador que desfila na escola uma vez juntou um livro e veio me contar: ‘olha, era isso que tinha na escola’”, lembra.

Para o desfile de 2015, a escola pretende levar 400 componentes e quatro carros alegóricos para a Marechal Deodoro. Com alguns ajustes em relação ao carnaval do ano anterior, a escola aposta na redução de oito alas. “Tempo e dinheiro nunca tem, então não tem muito o que mudar”, conclui.

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Extraído do Portal de Notícias G1/Paraná
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/02/embaixadores-da-alegria-conta-trajetoria-de-xango-de-rei-orixa.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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