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Encontro com pai de santo ajudou polícia a achar Playboy

Traficante morreu com tiro no peito e na perna.
Ele tinha 33 anos e praticava crimes desde os 16.

Do G1 Rio | 08/08/2015 19h26 – Atualizado em 08/08/2015 21h47

 

 

A informação de que Celso Pìnheiro Pimenta, o Playboy, de 33 anos, iria se encontrar com um pai de santo neste sábado (8) foi essencial para que policiais federais levantassem a localização do bandido, morto em operação conjunta da corporação com a Polícia Civil e a PM. A polícia Federal descobriu que ele estaria na comunidade para o encontro, e monitorou três endereços onde ele poderia estar escondido.

Como mostrou o RJTV, o bandido levou um tiro no peito e outro na perna. Segundo a polícia, ele reagiu após ser encontrado na casa da namorada, no Morro da Pedreira, Zona Norte do Rio, por uma equipe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Playboy ganhou esse apelido porque foi criado em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, numa família de classe média. Ele tinha trinta e três anos. A polícia diz que, aos 16, já era bandido.

Delegados de diferentes corporações detalharam na tarde deste sábado (8) a operação que terminou com a morte de Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, no Conjunto de Favelas da Pedreira, Zona Norte do Rio, neste sábado. Segundo Fabrício Pereira, da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, Playboy tentou resistir a tiros de pistola. Ele afirmou que uma pistola Glock foi apreendida na casa onde o traficante morreu e, na residência de sua namorada, foi encontrado um Fuzil 762.

Segundo a polícia, a operação começou por volta de 12h. Ainda de acordo com Pereira, Playboy estava com quatro homens armados e reagiu no momento em que a equipe da Core chegou à casa de sua namorada. “Ele estava com quatro seguranças e tentou atirar”, disse ele. Nenhum dos seguranças, entretanto, foi preso, embora a polícia tenha encontrado motos e quentinhas abandonadas por eles antes da fuga.

Durante a coletiva, o Comando de Operações Especiais (Coe) da PM anunciou que vai ocupar o Complexo da Pedreira por tempo indeterminado. A determinação é da Secretaria de Segurança junto ao Comando da Policia Militar. A ocupação já começa neste sábado (8).

“As ações visando a prisão de marginais e a apreensão de armas continuarão”, afirmou Antônio Goulart, da inteligência da Polícia Militar. A ocupação já estava prevista desde ontem, em caso de sucesso na operação de captura do Playboy. “O complexo é bastante extenso. Uma estimativa de 400 homens, no mínimo, seria bom”, disse o coronel.

A Polícia Federal afirmou que investiga Playboy e sua quadrilha há um ano. A corporação levantou locais onde o bandido poderia estar. “Outros serao presos em breve”, afirmou João Luiz Araujo, delegado da Polícia Federal. A presença de policiais e agentes do estado na folha de pagamento de Playboy, segundo a PF e a PM, “não é impossível de ocorrer”. “A investigação vai continuar”, afirmou.

Fuzil e pistola que seriam de Playboy e comparsas foram apreendidos (Foto: Henrique Coelho/G1)
Fuzil e pistola que seriam de Playboy e comparsas foram apreendidos (Foto: Henrique Coelho/G1)

Condenado a 15 anos
Um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro, Celso Pinheiro Pimenta, conhecido como Playboy, morreu neste sábado (8), após ser baleado em uma operação no Morro da Pedreira, na Zona Norte.

Condenado a 15 anos e 8 meses de reclusão por tráfico, roubo e homicídio qualificado, Playboy era foragido do Sistema Penitenciário. Ele tinha recompensa oferecida por sua captura, pelo Disque Denúncia, de R$ 50 mil.

A ação Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal contou com 80 policiais, carros blindados, um helicóptero e o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e da inteligência da PM do Rio. Segundo informações da Globonews, Playboy tentou fugir após a chegada dos policiais, mas ele acabou morto após um segundo confronto. Ele chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, no Subúrbio.

O criminoso era um dos chefes do Morro da Pedreira, e o último remanescente da quadrilha de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, que durante anos aterrorizou moradores do Rio de Janeiro, invadindo residências para assaltar, segundo o Disque Denúncia.

Pedro Dom, um jovem de classe média que mergulhou no crime, foi morto pela polícia na Lagoa, Zona Sul, em 2005. Playboy atuava também na comunidade da Lagartixa, em Costa Barros, na Zona Norte.

Ainda segundo o Disque Denúncia, Playboy teria comandado o grupo de cerca de 50 criminosos de uma facção criminosa, que saíram do Caju para tomar o comando do tráfico de drogas das Vilas do João e Pinheiros, no Complexo da Maré, Zona Norte, dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

Encontro com coordenador do Afroreggae durante entrevista

José Júnior durante entrevista com o traficante Playboy (Foto: Reprodução/Facebook)
José Júnior durante entrevista com o
traficante Playboy (Foto: Reprodução/Facebook)

O traficante foi entrevistado pela revista Veja, em fevereiro, num encontro que teve a presença do coordenador do Afroreggae, José Júnior. Neste sábado, José Júnior publicou um trecho inédito do vídeo da entrevista em seu Facebook. Segundo ele, Playboy pediu para que a gravação só fosse divulgada quando ele morresse ou se entregasse. No vídeo, o traficante diz que era “um ser humano que tentou ser trabalhador, mas as circunstâncias não permitiram”.

 

Criminoso roubou depósito

Entre os crimes mais ousados que teriam relação com Playboy nos últimos meses está o roubo de 193 motos de dentro de um galpão terceirizado do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro), na madrugada do dia 31 de dezembro, em Fazenda Botafogo, Zona Norte.

No depósito, ficavam motos rebocadas por irregularidades. Cem criminosos participaram da invasão ao local, e não houve reação por parte dos funcionários do galpão porque mulheres e crianças foram usadas como escudo pelos bandidos.

O caso é investigado pela 40ª DP (Honório Gurgel), e, segundo a polícia, o assalto teria sido comandado por Playboy. Além de ser investigado por roubos de carros na região de Costa Barros e na Pavuna, Playboy também é suspeito de estar envolvido com a invasão de uma piscina da Vila Olímpica de Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio.

Traficante Playboy, Celso Pinheiro Pimenta, foi morto em operação policial no Rio. A recompensa oferecida por sua captura era de R$ 50 mil (Foto: Reprodução / Disque Denúncia)
Traficante Playboy, Celso Pinheiro Pimenta, foi morto em operação policial no Rio. A recompensa oferecida por sua captura era de R$ 50 mil (Foto: Reprodução / Disque Denúncia)

Festa Rio 450 anos
A Polícia Civil investiga ainda uma grande festa realizada na véspera do aniversário de 450 anos do Rio, em março de 2015, no Morro da Pedreira, em Costa Barros, no Subúrbio da cidade. E segundo investigações, a comemoração teria sido organizada por Playboy.

Na época, o secretário José Mariano Beltrame disse que não ia “valorizar marginal”, a respeito da festa promovida por Playboy, e afirmou ainda que pretendia prender outro traficante, o Pezão, da VilaCruzeiro, na Penha, no Subúrbio.

“Não vou valorizar marginal. Esse Playboy surgiu há uns dois anos e está sendo valorizado. Primeiro vamos prender o Pezão, da Vila Cruzeiro. Temos a certeza que ele também vai ser preso. Já prendemos bandidos no Paraguai, no Nordeste, em todos os lados. Nossa meta não é prender um ou outro. Nossa meta é reduzir a criminalidade, como estamos fazendo em Acari, um importante núcleo de armas pra os bandidos da Zona Norte”, disse Beltrame, na ocasião.

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Rio de Janeiro – RJ
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/08/encontro-com-pai-de-santo-ajudou-policia-encontrar-playboy.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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