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Entidades pedirão retirada de vídeos ofensivos a cultos afro-brasileiros ao TRF

Outros grupos da sociedade civil apoiam iniciativa

O DIA | 28/05/2014 00:03:34

 

Rio – Representantes da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e a Associação Nacional de Mídia Afro (ANMA) vão se reunir hoje, às 14h30, com o presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, desembargador Sergio Schwaitzer, para entregar um abaixo-assinado cobrando a retirada do ar de 16 vídeos publicados no YouTube que atacam as religiões afro-brasileiras.

O pedido dos grupos que combatem o preconceito contra os credos de matriz africana vai contar com o apoio de outras entidades da sociedade civil, como a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

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O babalaô Ivanir dos Santos está à frente das ações da comissão
Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia

“Essas organizações vão entrar como partes interessadas na ação que está sendo movida pelo Ministério Público”, afirma o babalaô Ivanir dos Santos, que está à frente do CCIR. A ação do MP citada é a que suscitou grande debate nas últimas semanas quando o juiz da 17ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Eugênio Rosa de Araújo, negou o pedido de retirada dos vídeos sob o argumento de que que os cultos afro-brasileiros não deveriam ser considerados religiões.

Sob duras críticas, o magistrado voltou atrás em sua decisão quanto ao reconhecimento dos credos, mas não autorizou que os vídeos saíssem de circulação. “Até agora, o juiz Eugênio só choveu no molhado. Isso (o reconhecimento como religião) todo mundo sabe”, diz o presidente da ANMA, Márcio de Jagun. “O que queremos é nossa dignidade, que essas imagens sejam tiradas do ar”, pontua.

Segundo Márcio, o recolhimento de assinaturas teve início no último dia 19 de maio, quando foi realizado ato de repúdio à decisão inicial do juiz na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). O documento tem aproximadamente mil signatários. Além da reunião, um grupo de adeptos das religiões afro programam manifestação na porta do TRF para pedir rapidez no julgamento da ação. Líderes dos movimentos pretendem se encontrar com o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, depois da Copa, para pedir apoio à causa.

Extraído do site O Dia on line

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-05-28/entidades-pedirao-retirada-de-videos-ofensivos-a-cultos-afro-brasileiros-ao-trf.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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