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Entrega de prêmio vira celebração da cultura afro

 

terça-feira by Ascom

Uma festa com muita emoção e alegria. Assim foi a entrega do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, verdadeira celebração que aconteceu na noite dessa segunda-feira (31 de julho), no Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio de Janeiro. A Fundação Cultural Palmares, que apóia o evento junto com o Ministério da Cultura (MinC), foi representada por seu presidente, Erivaldo Oliveira. A iniciativa é do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon), com patrocínio da Petrobras.

Para Erivaldo Oliveira, chegou o momento de os afro-brasileiros conquistarem definitivamente o merecido espaço. “Precisamos estar nas praças, nos parques, nos shopping centers, na televisão, nos poderes da República. Queremos levar a cultura afro a todos os rincões deste país. Não podemos ficar apenas nos guetos. Temos que mostrar nossa cara”, afirmou o presidente da Fundação Palmares.

O ator Déo Garcez, que compareceu à premiação, também destacou a necessidade de mobilização dos negros para alcançarem dignidade. “É fundamental a luta para conquistarmos nossos direitos. Houve vitórias importantes nos últimos 25 anos, porém ainda estamos longe de uma situação ideal. Muito tem que ser feito”, defendeu.

Em 2017, pela primeira vez a cerimônia do Prêmio ganhou um formato diferente, o do Cabaré dos Nossos Sonhos. Dirigido por Elísio Lopes Jr., o espetáculo intercalou performances cênicas e musicais com a entrega propriamente dita. Um dos momentos de maior emoção aconteceu com a homenagem ao ator Antônio Pompéo, que morreu em 2016. O tributo contou com a participação da uma grande amiga de Pompéo, a atriz Zezé Mota.

Categorias

O reconhecimento aos vencedores ocorreu em três categorias. Na Música, ganharam Um Corpo no Mundo, da Dandara Produções Culturais e Audiovisuais, de São Paulo; Memórias Afro-Atlânticasas Gravações de Lorenzo Turner na Bahia (1940/1941), da Couraça Criações Culturais, da Bahia; Rodas Griô com Mestra Martinha do Coco, do Instituto Rosa dos Ventos de Arte, Cultura e Cidadania, do Distrito Federal; Orquestra Afro-Brasileira – 75 Anos, da Singra Produção, Comunicação e Marketing, do Rio de Janeiro; e O Berço do Batuque no RS: Mestre Borel – Toques e Cantos da Nação Oyó-Idjexá, da RBK, do Rio Grande do Sul.

Nas Artes Cênicas, venceram Deixa-me Ser Tambor, da Associação Cultural e Esportiva de Negros na Amazônia (Acena), do Pará; Luz Negra – O Negro em Estado de Representação, de O Poste Soluções Luminosas, de Pernambuco; Liberdade Assistida, da Traço Cultural, do Distrito Federal; Traga-me a Cabeça de Lima Barreto, da Comuns Eventos e Projetos Culturais, do Rio de Janeiro; e Macumba: Uma Gira sobre Poder, da Transitória Produções Artísticas e Comunicação, do Paraná.

O Prêmio Especial – Preservação e Difusão do Patrimônio Cultural e Histórico foi concedido ao Memorial Pretos Novos, do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, do Rio de Janeiro. O Memorial tem a finalidade de incentivar a reflexão sobre a escravidão no Brasil e o desenvolvimento de projetos educativos e de pesquisa para a preservação dos Pretos Novos, nome dado aos escravizados que chegavam da África e desembarcavam no Rio de Janeiro, em meados do século 19.

A 4ª Edição do Prêmio recebeu 434 inscrições, sendo 179 no segmento de Artes Cênicas, 187 em música e 68 para o Prêmio Especial – Preservação e Difusão do Patrimônio Cultural e Histórico. Todas as regiões do Brasil acessaram o portal de inscrição, sendo que o maior número foi do Sudeste, com quase 50%, seguido pelo Nordeste, com cerca de 20% do total.

Um júri formado por nove especialistas de várias partes do Brasil escolheu os finalistas. Além do troféu, o prêmio total em dinheiro é de R$ 900 mil.

Serviço:

Mais informações no site: www.premioafro.org

Assessoria de Imprensa da Fundação Palmares – (61) 3424-0107

Assessoria de Imprensa do espetáculo: Rozangela Silva – (21) 9 9998 1802

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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