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Escola Valéria Cristina ensina cultura afro-brasileira com apresentação musical

Danças, roupas, pinturas corporais, contos populares e músicas típicas lideraram a comemoração ao Dia da Consciência Negra na escola do Jardim Brasil

28 de novembro de 2013 às 17h04 – Assessoria de Comunicação

 

“Você já assistiu Carrossel? Tem um menino negro que sofria racismo quando era criança. Quando ele cresceu e ficou rico, todos queriam ser amigos dele. Aprendi na escola que isso é errado e que todos nós nascemos para ser amigos de todos, porque somos iguais”. Esse é o resumo do aluno, Nicolas da Fonseca, 9 anos, sobre o que ele aprendeu neste ano à respeito do dia da Consciência Negra – celebrado no último dia 20 – na Escola Municipal Professora Valéria Cristina Vieira da Cruz Silva (Rua Poeta Gregório de Matos, 25 – Morrinhos IV).

O aluno do 5º ano participou da apresentação “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena: Resgatando e Reconstruindo a Imagem da Criança Negra no Espaço Escolar”, realizada na última sexta-feira (22), na Unidade. A atividade encerrou o projeto Africanidades, que trabalha a identidade, cultura e história negra em sala de aula. A iniciativa contou com o apoio da Secretaria de Educação.

O evento começou com uma encenação e roda de capoeira com o grupo Capoeira Negra, do mestre Trovão. Em seguida, a turma do 5º ano, sob o comando da professora Márcia Ghalyella, encantou a platéia de alunos, professores e pais com suas fantasias típicas da África e danças tradicionais.

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A encenação foi a última atividade do projeto da escola, que tem o objetivo de ensinar cultura e história afro-brasileira em sala de aula durante todo o ano. Seguindo as diretrizes da Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo da rede de ensino, o projeto aborda o tema de forma lúdica e envolve também os pais.

A professora fala da emoção ao ver o desenvolvimento do projeto. “Hoje, fico emocionada porque o projeto envolve alunos, professores e pais. Todos participam com prazer, independente de cor ou religião”, contou.

Para o diretor da Unidade, Nelson Harder, toda a atividade educativa foi também uma festa. “O intuito é comemorar o dia da Consciência Negra. É uma homenagem aos nossos irmãos. Uns sofreram muito e hoje estão ao nosso lado, lutando dia a dia”, disse. A atividade integrou o calendário da Semana Zumbi dos Palmares, realizada pela Prefeitura em parceria com o Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra.

“Embora o calendário da rede municipal de ensino comemore a Consciência Negra no dia 20 de novembro, o tema é freqüente nas escolas de Guarujá desde o primeiro bimestre”, explica a secretária de Educação de Guarujá, Priscilla Bonini.

Segundo o coordenador de História e Geografia da Seduc, Romualdo Bellomusto, a história e cultura afro-brasileira estão contidas no conteúdo programático das escolas de ensino fundamental, conforme decreta a Lei Federal 10.639/03. “Todos os professores da rede municipal recebem o material no começo do ano e trabalham ao decorrer. As apresentações da Semana da Consciência Negra são apenas o produto final”, explicou Bellomusto.

Para o presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, Anderson Bernardes, trabalhar o tema na infância resultará na diminuição do racismo. “É difícil mudar a mente dos adultos que já têm preconceitos enraizados. E eu falo de todo tipo de preconceito. Mas, se acabarmos com isso logo na infância, teremos médicos, professores, cidadãos libertos de preconceito”, afirmou Bernardes.

 

guarujaA responsabilidade desta matéria é da prefeitura de Guarujá.

 

Extraído do Jornal Diário do Litoral:

http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/23261-escola-valeria-cristina-ensina-cultura-afro-brasileira-com-apresentacao-musical

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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  1. ONNQUILOMBO

    O PROTESTO 1955 / 2O15. 60 ANOS de CARLOS DE ASSUMPÇÃO
    Poema Hino Nacional da luta da Consciência e Resistencia Negra Afro-brasileira
    CARLOS DE ASSUMPÇÃO – O maior poeta negro da historia do Brasil autor do poema o PROTESTO Hino Nacional da luta da Consciência e Resistencia Negra Afro-brasileira, em celebração completou 87 anos de vida. CARLOS DE ASSUMPÇÃO nasceu 23 de maio de 1927 em Tiete – SP na sexta feira passada completou 87 anos de vida com sua família, amigos e nós da ORGANIZAÇÃO NEGRA NACIONAL QUILOMBO O. N. N. Q. FUNDADO 20/11/1970 (E diversas entidades e admiradores parabenizam o aniversario de 87 anos do mestre poeta negro Carlos Assumpção) tivemos a honra orgulho e satisfação de ligar para a histórica pessoa desejando felicidades, saúde e agradecer a Carlos de Assunpção pela sua obra gigante, em especial o poema o Protesto que para muitos é o maior e o mais significante poema dos afros brasileiros o Hino Nacional dos negros. “O Protesto” é o poema mais emblemático dos Afros Brasileiros e uns das América Negra, a escravidão em sua dor e as cicatrizes contemporâneas da inconsciência pragmática da alta sociedade permanente perversa no Poema “O Protesto” foi lançado 1958, na alegria do Brasil campeão de futebol, mas havia impropriedades e povo brasileiro era mal condicionado e hoje na Copa Mundial de Futebol no Brasil 2014 o poema “O Protesto” de Carlos de Assunpção está mais vivo com o povo na revolução para (Queda da Bas. Brasil.tilha) as manifestações reivindicatórias por justiça social econômica do povo brasileiro que desperta na reflexão do vivo protesto.
    O mestre Milton Santos dizia os versos do Protesto e o discurso de Martin Luther King, Jr. em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington. «I have a Dream» (Eu tenho um sonho) foram os dois maiores clamores pela liberdade, direitos, paz e justiça dos afros americanos. São centenas de jornalistas, críticos e intelectuais do Brasil e de todo mundo que elogia a (O Protesto) (Manifestação que é negra essência poderosa na transformação dos ideais do povo) obra enaltece com eloquência o divisor de águas inquestionável do racismo e cordialidade vigente do Brasil Mas a ditadura e o monopólio da mídia e manipulação das elites que dominam o Brasil censuram o poema Protesto de Carlos de Assunpção que é nosso protesto histórico e renasce e manifesta e congregam os negros e todos os oprimidos, injustiçados desta nação que faz a Copa do Mundo gastando bilhões para uma ilusão de um mês que poderá ser triste ou alegre para o povo brasileiro este mesmo que às vezes não tem ou economiza centavos para as necessidades básicas e até para sua sobrevivência e dos seus. No Brasil
    .
    Poema. Protesto de Carlos de Assunpção

    Mesmo que voltem as costas
    Às minhas palavras de fogo
    Não pararei de gritar
    Não pararei
    Não pararei de gritar

    Senhores
    Eu fui enviado ao mundo
    Para protestar
    Mentiras ouropéis nada
    Nada me fará calar

    Senhores
    Atrás do muro da noite
    Sem que ninguém o perceba
    Muitos dos meus ancestrais
    Já mortos há muito tempo
    Reúnem-se em minha casa
    E nos pomos a conversar
    Sobre coisas amargas
    Sobre grilhões e correntes
    Que no passado eram visíveis
    Sobre grilhões e correntes
    Que no presente são invisíveis
    Invisíveis mas existentes
    Nos braços no pensamento
    Nos passos nos sonhos na vida
    De cada um dos que vivem
    Juntos comigo enjeitados da Pátria

    Senhores
    O sangue dos meus avós
    Que corre nas minhas veias
    São gritos de rebeldia

    Um dia talvez alguém perguntará
    Comovido ante meu sofrimento
    Quem é que esta gritando
    Quem é que lamenta assim
    Quem é

    E eu responderei
    Sou eu irmão
    Irmão tu me desconheces
    Sou eu aquele que se tornara
    Vitima dos homens
    Sou eu aquele que sendo homem
    Foi vendido pelos homens
    Em leilões em praça pública
    Que foi vendido ou trocado
    Como instrumento qualquer
    Sou eu aquele que plantara
    Os canaviais e cafezais
    E os regou com suor e sangue
    Aquele que sustentou
    Sobre os ombros negros e fortes
    O progresso do País
    O que sofrera mil torturas
    O que chorara inutilmente
    O que dera tudo o que tinha
    E hoje em dia não tem nada
    Mas hoje grito não é
    Pelo que já se passou
    Que se passou é passado
    Meu coração já perdoou
    Hoje grito meu irmão
    É porque depois de tudo
    A justiça não chegou

    Sou eu quem grita sou eu
    O enganado no passado
    Preterido no presente
    Sou eu quem grita sou eu
    Sou eu meu irmão aquele
    Que viveu na prisão
    Que trabalhou na prisão
    Que sofreu na prisão
    Para que fosse construído
    O alicerce da nação
    O alicerce da nação
    Tem as pedras dos meus braços
    Tem a cal das minhas lágrima
    Por isso a nação é triste
    É muito grande mas triste
    É entre tanta gente triste
    Irmão sou eu o mais triste

    A minha história é contada
    Com tintas de amargura
    Um dia sob ovações e rosas de alegria
    Jogaram-me de repente
    Da prisão em que me achava
    Para uma prisão mais ampla
    Foi um cavalo de Tróia
    A liberdade que me deram
    Havia serpentes futuras
    Sob o manto do entusiasmo
    Um dia jogaram-me de repente
    Como bagaços de cana
    Como palhas de café
    Como coisa imprestável
    Que não servia mais pra nada
    Um dia jogaram-me de repente
    Nas sarjetas da rua do desamparo
    Sob ovações e rosas de alegria

    Sempre sonhara com a liberdade
    Mas a liberdade que me deram
    Foi mais ilusão que liberdade

    Irmão sou eu quem grita
    Eu tenho fortes razões
    Irmão sou eu quem grita
    Tenho mais necessidade
    De gritar que de respirar
    Mas irmão fica sabendo
    Piedade não é o que eu quero
    Piedade não me interessa
    Os fracos pedem piedade
    Eu quero coisa melhor
    Eu não quero mais viver
    No porão da sociedade
    Não quero ser marginal
    Quero entrar em toda parte
    Quero ser bem recebido
    Basta de humilhações
    Minh’alma já está cansada
    Eu quero o sol que é de todos
    Ou alcanço tudo o que eu quero
    Ou gritarei a noite inteira
    Como gritam os vulcões
    Como gritam os vendavais
    Como grita o mar
    E nem a morte terá força
    Para me fazer calar.
    Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –
    quilombonnq@bol.com.br

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