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Espaço preserva cultura africana no Pelourinho

Franco Adailton  | Seg, 28/03/2016 às 23:11

 

 Raul Spinassé | Ag. A TARDE Museu Afro-brasileiro funciona no Terreiro de Jesus
Raul Spinassé | Ag. A TARDE
Museu Afro-brasileiro funciona no Terreiro de Jesus

 

Pouco retratada em exposições pelo Brasil, a cultura africana tem seu espaço reservado no Museu Afro-brasileiro, que funciona no prédio da Faculdade de Medicina da Ufba, a primeira do Brasil, construída no século XIX, no largo do Terreiro de Jesus, Pelourinho.

Das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira, por R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), o visitante pode mergulhar no universo das obras de arte da cultura africana, que, por meio dos povos escravizados, resultou por influenciar a diversidade cultural brasileira.

São mais de mil peças confeccionadas em madeira, metal, tecido, argila e cerâmica, que ganham vida nas formas de esculturas, adornos, trajes e instrumentos musicais.

Parte do acervo foi adquirida  na década de 1970, vindo de países como Benin, Congo, Angola, Uganda e Moçambique.

Professora do Departamento de Museologia da Ufba, a coordenadora do museu, Graça Teixeira, explica que o espaço desenvolve a aplicação da Lei 10.639/03 – que determina a inclusão da história e culturas africana e afro-brasileira no currículo das grades escolares.

“A maior parte dos visitantes é de grupos escolares. Por isso enfatizamos as ações afirmativas, para desconstruir o discurso de que a África não produz arte”, disse. “Pelo contrário, aqui, podemos ver a riqueza cultural daquele continente, que influenciou a cultura brasileira”, concluiu.

São mais de mil peças que compõem o acervo do espaço
São mais de mil peças que compõem o acervo do espaço

Descoberta

Membro de um grupo de cerca de dez visitantes, o hoteleiro português João da Silva, 61 anos, admirava, atento, parte do legado cultural trazido por seus compatriotas ao Brasil.

O turista aproveitou a primeira passagem por Salvador para conhecer a história local, junto com a esposa e o filho.

Depois de passear pelas ruas de pedra do Pelourinho, onde passou rapidamente pelo Museu Afro-brasileiro, ele seguiu para o Museu da Misericórdia,  a poucos minutos a pé.

“As casas de misericórdia, em qualquer lugar do mundo, costumam realmente ser muito bonitas”, ele observou. “Tudo aqui também tem a ver com a história de nossos antepassados portugueses. Por isso, me admira muito aprender sobre o que ainda não sei”, concluiu.

 

 

Extraído da versão digital do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/aniversariodesalvador/noticias/1758028-espaco-preserva-cultura-africana-no-pelourinho

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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