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Espetáculo que estreia em setembro no Teatro Glaucio Gill conta a história dos orixás das águas para as crianças

Montagem de Omi – do leito ao mar desvenda a mitologia Iorubá

Por  Redação

 -4 de setembro de 2017

Crianças de todas as idades poderão conhecer um pouco dos mitos e das lendas africanas de forma poética e cantada através da peça Omi – do leito ao mar. A produção, que esteia no dia 9 de setembro no Teatro Glaucio Gill, no Rio de Janeiro, apresenta as histórias da mitologia Iorubá através de contos sobre cinco orixás ligados ao elemento água. O público irá se encantar com as tramas, que mostram o caminho das águas desde que brotam na terra até desaguarem no mar.  A narrativa resgata toda a ancestralidade e cultura africana, da tradição oral dos griots à mitologia Iorubá. A peça, que será levada ao palco pela Cia. Ávida, é construída a partir da reunião de lendas sobre Nanã, Euá, Oxum, Iansã e Iemanjá.

No palco, cinco atores contarão as histórias dos orixás. Músicas especialmente compostas para o espetáculo serão intercaladas com os textos. Tendo como condutor o caminho da água, a peça propõe um jogo cênico em que atores e atrizes se despem de questões de gênero para dar vida a essas personagens, sem se limitar a papéis masculinos ou femininos.

As lavadeiras brincam de se transformar nas personagens. As trouxas de roupa guardam as histórias que serão narradas. Quando se abrem, as personagens saem de dentro delas e ganham vida em cena. Mares, rios e lagos, tudo se derrama pelo palco, criando os cenários que compõem as narrativas, as moradas e reinos dos orixás da água.

Trabalho é parte de uma trilogia sobre a investigação da mitologia Iorubá   
O espetáculo é o segundo trabalho resultante de uma pesquisa iniciada em 2014 por Gabriel Mendes, diretor da montagem, com outros integrantes da Cia. Ávida sobre a cultura africana. O primeiro trabalho foi um esquete sobre os Ibejis, orixás crianças que enganaram a morte para salvar seu povo. O trabalho já estreou bem-sucedido, vencendo a categoria infanto-juvenil do 7º Niterói em Cena. De 2014 a 2017, o esquete já coleciona mais de 10 prêmios e indicações pelos festivais que passou. A terceira parte da trilogia tem previsão de estreia para 2018/2019.

“Cada lenda selecionada para o espetáculo traz em si a memória de um povo e as raízes e tradições de uma nação. Montar Omi – do leito ao mar é reafirmar a nossa própria história e ancestralidade e também difundir a bagagem cultural que chegou até nós através da resistência dos negros vindos da África. Nossas crianças precisam ouvir essas histórias que tanto falam sobre nós e identificar nessas narrativas a riqueza estética e a magia genuína presente na mitologia Iorubá”, explica Gabriel Mendes.

O Teatro Glaucio Gill é um espaço da Secretaria de Estado de Cultura/Funarj.

Montagem premiada desde a estreia, em 2016
O espetáculo estreou em julho de 2016 no Teatro Municipal de Niterói, em uma temporada bem-sucedida. Em agosto de 2016, o espetáculo foi convidado a se apresentar no Festival Nacional de Cultura Popular –  Interculturalidades, em que parte das atividades do evento foram em Niterói. Omi – do leito ao mar se apresentou em um final de semana (sábado e domingo) nesse evento, no Centro de Artes da UFF. Em outubro, o espetáculo participou do 13º Festival de Teatro Nacional de Duque de Caxias, no Teatro Raul Cortez. Nessa ocasião, o espetáculo foi premiado nas categorias de melhor figurino, melhor iluminação, melhor cenário, melhor atriz coadjuvante (Erika Ferreira) e 2º melhor espetáculo, além de também ter recebido indicações para melhor texto original, melhor direção, melhor ator (Kadú Monteiro e Ivan de Oliveira).

Ainda em outubro de 2016, a peça participou da VIII Mostra de Teatro Infantil de Niterói, promovida pela ATACEN (Associação de Trabalhadores das Artes Cênicas de Niterói). Nessa mostra, o espetáculo foi premiado nas categorias de melhor direção, melhor trilha sonora original, melhor iluminação, melhor ator (Ivan de Oliveira) e melhor espetáculo. Foi indicado também para melhor figurino, melhor cenário, melhor ator coadjuvante (Kadú Monteiro), melhor atriz (Erika Ferreira) e melhor atriz coadjuvante (Nívea Santana).

Omi – do leito ao mar participou da Mostra Principal do 39º Prêmio Paschoalino (não competitivo) em julho de 2017, promovido pela FETAERJ, em Maricá. Além disso, fará parte do XVI Encontrarte, que irá acontecer no SESC Nova Iguaçu. O espetáculo foi contemplado para uma pauta de um mês no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, para o segundo semestre de 2017, através do edital promovido pela FUNARJ. A produção foi indicada este ano a duas categorias do 11º Prêmio Zilka Sallaberry (Melhor Espetáculo – Niterói e Melhor Figurino).

FICHA TÉCNICA
Direção: Gabriel Mendes
Texto: Gabriel Mendes
Figurino: Valério Bandeira
Cenário: Ronald Lima
Direção Musical: Kadú Monteiro e Raquel Terra
Composição: Kadú Monteiro
Preparação Corporal e direção de movimento: Anderson Hanzen
Iluminação: Raphael Grampola
Elenco: Érika Ferreira, Ivan de Oliveira, Kadú Monteiro, Michael Alves e Nívea Santana
Músicos: Nelson Gaia e Raquel Terra
Idealização e produção: Cia. Ávida
Assistentes de Produção: Fernanda Fernandes e Rodrigo Lontra

SERVIÇO

Omi – do leito ao mar
Datas: de 9 de setembro à 1º de outubro (sábados e domingos)
Horário: 17h
Teatro Glaucio Gill
Praça Cardeal Arcoverde, s/nº – Copacabana, Rio de Janeiro
Ingressos bilheteria: R$ 30 e R$ 15,00 (meia entrada)
Vendas pela internet: https://ingressorapido.com.br

 

Extraído do site Sopa Cultural /  Rio de Janeiro – RJ
https://www.sopacultural.com/espetaculo-que-estreia-em-setembro-no-teatro-glaucio-gill-conta-historia-dos-orixas-das-aguas-para-as-criancas/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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