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Espetáculo traz tradições religiosas e culturais afro-brasileiras

Espetáculo leva para o palco várias questões, entre elas o enfrentamento ao racismo

Raquel Martins Ribeiro

raquel.martins@jornaldebrasilia.com.br

20151026232603Dança, canto, percussão e teatro. Todas essas manifestações artísticas estão presentes no espetáculo Aini-Ará, em cartaz hoje e amanhã, às 20h, no Teatro Plínio Marcos, do Complexo Cultural Funarte (Eixo Monumental). A montagem dará voz não só às tradições religiosas de matriz africanas, mas também representará a atual realidade dos negros na sociedade brasileira.

A peça  é a segunda de uma trilogia sobre a cultura afro-brasileira, intitulada Esferas Musicais, e leva para o palco questões sobre o enfrentamento ao racismo, o papel da mulher negra na sociedade, a discussão sobre a maioridade penal e a contribuição cultural negra para as expressões artísticas da capital. “Brasília não possui um corpo cultural. É, na verdade, um caldeirão cultural. E grande parte das artes, influenciadas pelas tradições afro-brasileiras”, explica o diretor George Ângelo.

George conta, ainda, que o roteiro escrito a quatro mãos, com o parceiro Alexandre Adas, está pronto há pelo menos 10 anos. “O destaque é que conseguimos trazer todos esses elementos, sejam culturais ou religiosos, como os tuaregues, entre outros, para nosso contexto atual”, relata.

Ação social

Idealizada por George Ângelo, a peça é realizada pelo Grupo Cultural Obará que, desde 2009, ministra oficinas gratuitas de dança, percussão, capoeira e canto em diversas cidades do Distrito Federal, como Cruzeiro, Estrutural e Ceilândia. “É uma gratificação ver que pelo menos 80% das pessoas que fazem o espetáculo passaram pelas nossas oficinas”, ressalta.

Depois da curta temporada, a encenação, que foi selecionada pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC) por meio do prêmio Dulcina de Moraes e recebeu o primeiro lugar em seleção de projetos de artes cênicas, voltará aos palcos de Brasília durante a Semana da Consciência Negra, em novembro. “Será marcante apresentar o espetáculo em uma data tão representativa para toda a comunidade”, conclui o diretor.

Serviço

Aini-Ará –   Hoje e amanhã, às 20h, no Teatro Plínio Marcos, do Complexo Cultural Funarte (Eixo Monumental). Dias 17 e 18 de novembro, no mesmo local e horário, pela Semana da Consciência Negra. Entrada franca. Informações: 8269-6189. Não recomendado para menores 14 anos.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

 

Extraído do site do Jornal de Brasília / Brasília – DF
http://www.jornaldebrasilia.com.br/viva/viva/650120/peca-traz-tradicoes-religiosas-de-matriz-africanas/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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