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Estátua de orixá é depredada na Prainha do Lago Paranoá, no DF

Braço foi serrado; morador de rua prendeu barbante para peça não cair.
Polícia Civil não qualificou se ato foi vandalismo ou intolerância religiosa.

Do G1 DF | 29/12/2015 20h18 – Atualizado em 29/12/2015 20h18

 

 

Imagem de orixá que foi vandalizada na Prainha do Lago Paranoá, em Brasília (Foto: Alexandre Bastos/G1)
Imagem de orixá que foi vandalizada na Prainha do Lago Paranoá, em Brasília (Foto: Alexandre Bastos/G1)

A estátua de um orixá na Prainha do Lago Paranoá, em Brasília, no Distrito Federal, teve o braço serrado nos últimos dias. Não se sabe quando o fato ocorreu, mas o caso foi informado à Polícia Civil nesta segunda-feira (28).

 

Segundo o coordenador do Fórum Permanente das Religiões  de Matrizes Africanas de Brasilia e Entorno (Foafro-DF), Luiz Alves, um morador de rua que estava no local presenciou o ato de vandalismo, mas não informou quando aconteceu.

A testemunha afirmou que dois homens e uma mulher chegaram ao local em um carro branco e serraram o braço de uma das estátuas, para retirar o cajado.

Para Alves, o morador de rua disse que os suspeitos fugiram depois da chegada dele. O cajado não foi removido, mas parte da peça foi deslocada. Um barbante foi usado para prender o pedaço que se soltou.

O espaço tem outras três peças com sinais de depredação. Partes das esculturas, como dedos, braços e armas foram arrancadas.

Segundo o coordenador da Foafro, a instituição pretende realizar um ato contra as demonstrações de intolerância religiosa. No final de novembro, o terreiro, conhecido como Casa de Mãe Baiana, foi incendiado. O espaço fica em uma chácara no Núcleo Rural Córrego do Tamanduá, entre o Paranoá e o Lago Norte, e recebia 50 pessoas por semana. O fato foi informado pelo Disque 100, canal da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República que recebe denúncias de violações de direitos humanos.

A Prainha vai sediar celebração de Ano Novo com a presença de organizações de religiões de matriz africana do DF. A segurança do evento, que está no local desde a noite da segunda-feira, afirma que é responsável apenas pela estrutura que será utilizada na celebração.

O caso ocorrido nesta terça é investigado pela 1ª DP, na Asa Sul. A polícia afirma que ainda não qualificou se o ato será considerado vandalismo ou intolerância religiosa.

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Distrito Federal
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/12/estatua-de-orixa-e-depredada-na-prainha-do-lago-paranoa-no-df.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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