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Estudiosos islâmicos defendem liberdade religiosa para todos

Lançado apelo às instituições educativas para uma revisão dos programas educativos, para eliminar tópicos que possam instigar à agressão e ao extremismo - AP

29/01/2016 13:58

 

Marrakech (RV) – Uma Declaração para desenvolver uma jurisprudência islâmica sobre o conceito de cidadania, que seja inclusiva de todos os grupos, foi firmada em 27 de janeiro por 250 estudiosos islâmicos reunidos em Marrakech, à convite do Ministério da Promoção dos Assuntos Islâmicos do Reino do Marrocos e do Fórum para a Promoção da Paz nas Sociedades Islâmicas, com sede nos Emirados Árabes Unidos.

A Declaração de Marrakech retoma a Carta de Medina

Segundo um comunicado referido pela Agência Fides, a Declaração de Marrakech retoma a Carta de Medina, divulgada há 1.400 anos, que nada mais é do que “um contrato constitucional entre o Profeta Maomé e o povo de Medina que garantia a liberdade religiosa para todos, independentemente da religião”.

Eliminar qualquer argumento que instigue à agressão e ao extremismo

Além de pedir aos estudiosos e aos intelectuais islâmicos para desenvolverem o conceito de cidadania na jurisprudência islâmica, é lançado um apelo às instituições educativas para “uma corajosa revisão dos programas educativos, para eliminar qualquer tópico que possa instigar à agressão e ao extremismo, levando à guerra e ao caos”; e aos políticos, para que “estabeleçam um contrato constitucional entre os cidadãos”. Pede-se, por fim, aos diversos grupos religiosos, para recordarem-se de que por séculos compartilharam a mesma terra,  convivendo juntos, e de rejeitar toda forma de denegrir o outro.

Não usar a religião para atingir os direitos das minorias religiosas nos países muçulmanos

A Declaração de Marrakech conclui afirmando que é “inconcebível usar a religião para atingir os direitos das minorias religiosas em países muçulmanos”. No encontro de Marrakech estavam presentes cinquenta líderes de outras religiões que expressaram o seu agradecimento pela Declaração. (JE)

 

Extraído do site da Rádio Vaticano / Vaticano – Itália
http://br.radiovaticana.va/news/2016/01/29/estudiosos_isl%C3%A2micos_defendem_liberdade_religiosa_para_todos/1204640

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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