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Evangélicos discutem enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa

17/01/2017 16:20

O seminário “A Luta pela tolerância e igualdade racial no meio Evangélico: perpetuando o legado de Zumbi e Dandara” foi aberto, nesta terça-feira (17), em Salvador, com a participação de pastores, líderes religiosos e representações de organizações da sociedade civil e do poder público. A iniciativa resulta de parceria do Instituto Mão Amiga (IMA) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), por meio do edital Novembro Negro, e tem como objetivo fomentar a cultura antirracista no meio evangélico.

Representando a Sepromi, o assessor de gabinete Ailton Ferreira destacou o legado do pastor protestante e ativista político estadunidense Martin Luther King na luta pela garantia de direitos da população negra, assim como a criação de estruturas e mecanismos pelo Estado brasileiro para atender as demandas e reivindicações do segmento. “O racismo é elemento estruturante da pobreza. Precisamos ajudar a formatar um país mais inclusivo, compreendendo a diversidade de etnias e religiões, e empoderar os nossos jovens negros. Apoiar toda ação que exista para salvar vidas, independente de fé ou credo”.

Um grupo de trabalho deverá ser criado até o final do evento para dar continuidade às discussões. “Vamos alinhar ações voltadas à promoção da igualdade racial e ao combate à intolerância religiosa no âmbito das igrejas evangélicas”, disse o presidente do IMA, Ademir Santos, ressaltando, ainda, a importância do edital para “debater a temática e construir propostas efetivas, mobilizando as lideranças”. Para o pastor e presidente da Associação de Negras e Negros Evangélicos de Camaçari, Gilberto Cruz, o enfrentamento a intolerância religiosa só será possível através do diálogo.

Programação – O Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia e a Lei Federal 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, foram alguns dos temas discutidos no encontro. Entre as palestras, destacam-se “O empoderamento do movimento negro ao longo da história e no contexto do século XXI”, “Políticas públicas voltadas para a reparação racial na Bahia”, e “O líder evangélico como instrumento mobilizador da tolerância e da igualdade racial”.

Está prevista, até o final do dia, uma oficina sobre a organização de entidades sem fins lucrativos para fortalecer a luta pela igualdade racial. Também participaram da mesa de abertura do seminário Juraci da Silva, do Coletivo Martin Luther King; pastor Henrique Coutinho, ativista do movimento negro evangélico; pastor Carlos Alberto Ferreira da Silva, diretor-geral da faculdade Unicristã; Patricia Oliveira, madrinha dos Agentes de Direitos da Criança e do Adolescente do Estado da Bahia, dentre outras lideranças.

Edital Novembro Negro – No total, foram apoiadas 12 organizações da sociedade civil, para o desenvolvimento de projetos do mês da consciência negra, com investimento total de R$ 300 mil. Os municípios contemplados são Salvador, Camaçari, Capim Grosso, Irecê, Cícero Dantas, Buerarema, Conceição de Coité e Iraquara. Esta edição teve como tema “As Lutas de Dandara e Zumbi pela Promoção da Igualdade Racial”, trazendo personalidades históricas como referências da resistência dos negros escravizados no país.

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Extraído do site da SEPROMI – Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia
http://www.sepromi.ba.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1302

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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