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Evento dedicado às culturas afro-brasileira e indígena é realizado no Aterro do Flamengo

Monumento a Estácio de Sá recebe a programação com duração de dois meses

 

POR CAROLINA CALLEGARI

07/10/2016 4:30

Exposição ‘O Rio continua Índio’ passou pelo Museu da Justiça - Divulgação / Divulgação
Exposição ‘O Rio continua Índio’ passou pelo Museu da Justiça – Divulgação / Divulgação

 

RIO — O obelisco de 17 metros de altura no Aterro do Flamengo será o ponto de encontro pelos próximos dois meses da programação que vai discutir as culturas afro-brasileira e indígena. O Monumento Estácio de Sá recebe o 3º Fórum de Extensão Social da Estácio, com painéis, narração de histórias, mostra de cinema, oficinas, entre outras atividades.

Rodrigo Rainha, um dos organizadores, professor de História e coordenador de área-Educação da Estácio, viu a discussão sobre representatividade e a pesquisa sobre o legado cultural afro-brasileiro e indígena crescer dentro da universidade. O movimento resultou na criação do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), em que pesquisadores, docentes e interessados de qualquer área de conhecimento podem estudar as relações etnicorraciais na sociedade brasileira.

O evento se propõe a gerar o debate além do campo acadêmico, levando-o à população.

— Queríamos abrir a possibilidade de todos conhecerem esse campo, colocando a sociedade e a universidade a dialogar. Vamos ouvir e contar histórias, e nos sentarmos para uma reflexão diferente. A universidade tem que estar na rua, viva, leve — diz.

As atividades, que vão até 27 de novembro, ocupam o subsolo do monumento com exposições. “O Rio continua Índio”, organizada pela Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), já passou por locais como o Museu da Justiça do Estado do Rio, e conta a história de tribos nativas desde a chegada de colonizadores. A cultura desses povos é narrada para crianças com oficinas gratuitas.

Nos encontros, a literatura de cordel instiga a interação ao transformar os participantes em personagens, fazendo com que se vejam no lugar do outro. A professora e coordenadora de Pedagogia Ada Cabanas acredita que as oficinas possam ajudar a desmistificar pensamentos comuns:

— Percebemos que as crianças colocam como algo distante, que só vêem em filmes ou em animações. O evento vem valorizar esse diferente, que é pouco trabalhado, as semelhanças entre diferentes culturas, como os hábitos que vêm de outros povos. É importante que se reconheça essa troca.

Programação

Bate-papos

Amanhã, das 15h às 17h, será feito um painel sobre a Lei de diretrizes e bases da educação nacional e o estudo das culturas afro-brasileira e indígena. No sábado, haverá a palestra “Cuidando da voz e cuidando da audição”, das 10h às 16h. Uma mostra de cinema sobre cultura afro-brasileira ocorre nos dias 22 e 23, às 9h e às 14h; e apresentações de trabalhos sobre cultura e economia indígena dos alunos do curso de Geografia, dia 30, em vários horários.

Exercícios

Os encontros para a terceira idade oferecem exercícios ao ar livre com teoria e prática nos dias 14 e 15, às 9h, 11h, 14h e 16h; e 16, às 8h e às 10h.

Exposições

Lançamento da exposição “O Rio continua Índio”, de amanhã até dia 30, e mostra sobre a cultura afro-brasileira, de 4 a 27 de novembro, sempre de terça a domingo, das 9h às 17h. Croquis e estampas em tecido e roupas, inspirados na cultura afro-brasileira serão exibidos dias 22, 23 e 27. Lançamento da “Revista Modernatura” e da exposição do professor Gemmal dia 25.

Oficinas

Haverá narração de histórias com literatura de cordel e lendas indígenas nos dias 9, 14 e 15, às 10h e às 14h. A cultura ameríndia sob uma perspectiva antropológica com o significado da farinha será mostrada dia 29, às 10h e às 13h.

 

Extraído do site do Jornal O Globo / Rio de Janeiro – RJ
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/evento-dedicado-as-culturas-afro-brasileira-indigena-realizado-no-aterro-do-flamengo-20246977#ixzz4MR8CUddG

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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