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Evento marca aniversário de núcleo que resgata cultura negra e indígena

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas comemora 4 anos.
Projeto trabalha com resgate da história, arte e cultura, em Campos, RJ.

Do G1 Norte Fluminense

29/07/2016 18h30 – Atualizado em 29/07/2016 18h30

 

 

Coordenadora do projeto Maria Clareth Reis dança durante apresentação cultural (Foto: Divulgação/ Neabi)
Coordenadora do projeto Maria Clareth Reis dança durante apresentação cultural (Foto: Divulgação/ Neabi)

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) comemora quatro anos de existência e fará um evento a partir desta sexta (29) exaltando a arte, cultura e história dos negros e índios, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Com o tema “Desafios e Possibilidades do Ensino da História, Cultura e Arte Africana, Afro-Brasileira e Indígena na Escola” o encontro denominado será realizado no Museu Histórico, na Praça São Salvador, no Centro. O evento, que também comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, terá a composição da mesa com professores e pesquisadores da UENF, Coletivo Negro e representante do Conselho Estadual de Política Cultural.

A abertura do evento será as 17h30 com hino nacional em ritmo de capoeira, poesia e jongo, além de mesa redonda com professor Otair Fernades de Oliveira da UFRRJ e a professora indígena e mestranda do Museu Nacional Sandra Benites.

Segundo Maria Clareth Gonçalves Reis, coordenadora do NEABI/UENF, o evento busca dar visibilidade à universidade, mobilizando especialistas, educadores, animadores culturais, alunos e membros das comunidades produtoras da cultura popular, para debater e refletir sobre estratégias e diálogos, produção e valorização da cultura popular nas escolas.

Ela ressalta que o artigo 26-A da Lei das Diretrizes e Bases (LDB) de 2008 torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena a partir da inclusão dos conteúdos no âmbito de todo o currículo escolar das disciplinas de História, Artes e Literatura.

É obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena (Foto: Divulgação/ Neabi)
É obrigatório o ensino de história e cultura
afro-brasileira e indígena (Foto: Divulgação/ Neabi)

“É dia de festa e também é reflexão para as escolas que não trabalham essas questões”, observou Clareth.

O encontro conta com a parceria do Programa de Extensão “Estudos Culturais, Linguagens e Arte” (PEECLA) e do Grupo de Estudos e Práticas Musicais (GPMU) articulado ao Polo Arte na Escola e ao projeto Jornal Universitário On Line (JUOL), ambos os projetos de extensão universitária que integram o PEECLA. O programa visa promover a criação de uma rede de agentes capacitados para atuar no desenvolvimento de ações educativas de arte e cultura nas escolas de ensino fundamental e médio.

O evento segue no sábado (30), a partir das 15h, no Bar do Dandão, localizado na comunidade do Morrinho, reconhecido reduto do samba de Campos e palco que abriga a Mocidade Louca e os Psicodélicos, será inaugurado o “Samba do Compositor”, movimento inspirado no Samba do Buraco do Galo (Baixada Fluminense) e Samba da Vela (São Paulo), acompanhado de feijoada. A iniciativa promovida pelo GPMU dá espaço para os compositores da baixada Campista mostrarem ao público e aos próprios sambistas, suas composições e arranjos, estimulando a criatividade e e saberes que acontece a partir dos próprios sambas enquanto expressão cultural.

Nessa ocasião serão homenageados todos os sambistas de Campos, em especial Geraldo Gamboa, falecido no mês passado, e Jorge da Paz Almeida, saudoso Jorge Chinês, que nesse ano comemoraria seu centenário de vida.

Geraldo Gamboa cantor de Campos (Foto: Patrícia Bueno / Arquivo Pessoal)
Geraldo Gamboa cantor de Campos
(Foto: Patrícia Bueno / Arquivo Pessoal)

Homenageados
Jorge da Paz, filho de sapateiro, como escritor compôs vários sambas e sambas-enredo. Ao longo da vida escreveu três livros sendo dois sobre o racismo e o papel do negro na construção da sociedade brasileira e plural e um sobre o Carnaval de Campos dos Goytacazes. Como carnavalesco foi um dos fundadores da Escola de Samba Mocidade Louca e do Bloco de Samba Psicodélicos.

Um dos principais nomes da Velha Guarda do samba de Campos, Geraldo Gamboa, ficou conhecido pelo bom humor e prosa macia.

Dono de composições impecáveis, começou a escrever samba quando era segurança do Hospital Henrique Roxo, como forma de passar as horas do trabalho.Parte do repertório de Jorge da Paz, Geraldo Gamboa e Manoel Tancredo integram o repertório do CD Bambas da Planície, lançado em 2009 por iniciativa de Lene Moraes.

Programação
DIA 29 DE JULHO (sexta-feira)
17h e 30min – Abertura
(Totinho Capoeira, Mestre Peixinho e convidados)

18h e 30min – Mesa Redonda
Jota Leonni, Geneci Maria da Penha (Noinha) e Coletivo Negro IFF)
Exposição de artesanatos (AME, ITEP, Caminhos de Barro) “O ensino da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas”

Palestrantes: Otair Fernandes (UFRRJ)
Sandra Benites (PPGAS do Museu Nacional (UFRJ)
Mediadora: Lilian Sagio (NEABI E PEECLA/UENF)
21h Encerramento

DIA 30 DE JULHO (sábado)
LOCAL: – Bar do Dandão – Comunidade do Morrinho
Horário Atividades

15h. Conversando Sobre Samba
Giovane do Nascimento (GEPMU)
Otair Fernandes de Oliveira (UFRRJ)
E convidados/as
Prato do dia: Feijoada

Serviço
Data: 29 e 30 de julho de 2016
Local: Museu Histórico Municipal
Endereço: Rua Paul Percy Harris, 40 – Centro, Campos dos Goytacazes – RJ

 

Extraído do portal de notícias G1 / Norte Fluminense
http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/noticia/2016/07/evento-marca-aniversario-de-nucleo-que-resgata-cultura-negra-e-indigena.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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