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Família de aluno barrado processará Prefeitura por intolerância religiosa

Aluno teria sido impedido de entrar na escola por usar guias de candomblé.
Prefeito Eduardo Paes se encontrou com jovem e pediu desculpas.

Do G1 Rio | 04/09/2014 07h33 – Atualizado em 04/09/2014 10h49

 

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O advogado da família do estudante de 12 anos que teria sido barrado na porta da Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, na Zona Norte, porque usava guias de candomblé vai entrar com uma ação na Justiça contra a Prefeitura do Rio por intolerância religiosa. O jovem, a mãe Rita de Cássia e o advogado se reuniram com o prefeito Eduardo Paes nesta quarta-feira.

Revoltada a mãe do garoto disse que o filho foi humilhado e vítima de discriminação religiosa, mas os professores da escola negaram a versão da família. Segundo a professora de matemática Vânia Marques, o menino foi impedido de entrar na escola porque estaria descumprindo uma regra da própria Secretaria Municipal de Educação quanto ao uso do uniforme.

“A criança estava com um boné e com uma bermuda branca e isso é proibido pela resolução da SME. A diretora só falou assim: ‘Filhinho não pode’. Na hora que ela falou isso, a mãe começou a xingar, nós temos a prova dos responsáveis e dos profissionais que estavam ali, começou a xingar a direção, falando que era intolerância religiosa e em nenhum momento ninguem falou nada, aí que a guia foi aparecer”, disse a professora Vânia Marques.

Os professores da escola se solidarizaram com a diretora e afirmaram em nota que em nenhum momento houve desrespeito ou discriminação religiosa. O menino foi transferido para outra escola no bairro onde, segundo a família, foi bem recebido e pode usar sem problemas as guias de candomblé no pescoço.

O prefeito Eduardo Paes pediu desculpas à família e afirmou que a orientação para as escolas do município é que não haja impedimento para o uso de qualquer símbolo religioso, desde que seja respeitado o uniforme escolar.

“Na rede municipal de ensino se respeitem, independente do prefeito da hora, se respeite a escolha, a orientação, o caminho que as pessoas escolheram é assim a cidade do Rio, é assim que a gente quer a rede municipal de ensino. Axé para quem é de axé, shalom para quem é de shalom e amém para quem é de amém. As pessoas tem o direito de escolher a sua religião”, disse o prefeito.

O padrão do modelo de uniforme escolar que a professora citou foi divulgado pela secretaria municipal de educação em 2010. A resolução prevê que alunos vistam camiseta branca de manga curta e bermuda ou calça azul. A secretaria afirmou que é dever do aluno estar sempre uniformizado, mas que, em caso de justificativa fundamentada, podem ser usadas outras roupas, dentro do padrão do uniforme.

 

Extraído do Portal de Notícias G1

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/09/familia-de-aluno-barrado-processara-prefeitura-por-intolerancia-religiosa.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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