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Farm: marca causa polêmica após usar modelo branca para representar orixá

Segundo a marca, a imagem da modelo branca não era para representar bandeiras de religião ou raça

 

Redação O POVO Online

 

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Reprodução/Instagram De acordo o gerente de marketing, André Carvalho, a foto faz parte de catálogo de Carnaval da marca

A marca de roupa brasileira, Farm, em comemoração ao dia de Nossa Senhora da Conceição, na última segunda-feira, 8, publicou a foto de uma modelo branca representando o orixá. O que seria uma homenagem virou polêmica na rede social da loja.

Ao site Extra, o Interlocutor da Comissão de Combate à intolerância Religiosa (CCIR), Ivanir do Santos afirmou que a loja teria sido coerente se tivesse como representante de Iemanjá uma modelo negra.

“Para o povo iorubá, Iemanjá é o mar, não tem forma nenhuma, não é sereia, nem mulher. A figura negra ou branca vem do sincretismo com a sereia da umbanda e com santos católico. No entanto, se a homenagem feita pela loja quisesse preservar o culto de onde Iemanjá vem, eles deveriam ter colocado uma modelo negra”, diz Ivanir.

Segundo a marca, a imagem da modelo branca não era para representar bandeiras de religião ou raça. De acordo o gerente de marketing, André Carvalho, a foto faz parte de catálogo de Carnaval da marca.

“Não era de exaltação de nada, nem ninguém. É uma fantasia. Fantasia não tem raça, pode ser usada por qualquer um. Não representa bandeira alguma da marca seja de sexo, religião ou raça”, afirmou André.

 

 

 

 

 

Extraído do site do Jornal O Povo online
http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/curiosidades/2014/12/10/noticiascuriosidades,3361112/farm-marca-causa-polemica-apos-usar-modelo-branca-para-representar-orixa.shtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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