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“FAVA DE ÀRÌDAN”

Publicado por Célia Cristina Martins Almeida em 1 abril 2014 às 23:07 em Tópicos de temas diversos   downloadSeu nome científico é Tetrepleura ou Tetraptera Tau., Leguminosae Mimosoideae, e é conhecida pela língua yorùbá como "àrìdan ou aìdan", e na região do Congo, com "Kiaka, ou Evaka, ou Chiacha, etc".   Veio ao Brasil, trazida pelos escravos africanos que aqui vieram trabalhar, com finalidade ritualística, bem como farmacológica. O àrìdan vem de uma árvore com aproximadamente 30 metros de altura, produzindo seus frutos amarronzados, que são constituídos por 4 frutos alados, tendo uma polpa carnuda e dentro das mesmas, encontra-se as sementes. Esse fruto/fava, possui um perfume picante e odor aromático, que devido a isso, muitos acreditam ter poder de repelir os insetos. Dentro da farmacologia afro, essa fava é utilizada no combate de convulsões, na hanseníase, nas inflamações diversas, podendo também ser aplicada para aliviar dores reumáticas. Em quase todos os rituais em nossa Religião, se utiliza o àrìdan, desde tempos remotos, sendo uma das mais sagradas favas litúrgicas, podendo ser levado em vários assentamentos de Òrìsà como nos de Èsù, Ògún, Sàngó Baru, Òsún, etc. Com essa fava preparamos o "atin ou ebu", pós mágicos para diversos fins, além de ebós, banhos, defumações, encantamentos, receitas farmacológicas, etc. O àrìdan é popularmente conhecido no Brasil como "Olhos de Ifá", sendo ainda, utilizado para proteger ambientes e pessoas, sendo comum vê-lo pendurado atrás das portas dos Ìlè, onde muitos afirmam que ela "emite luz". Seu uso no Candomblé é universal, podendo repelir energias negativas em geral, existindo uma gama grande de atos, trabalhos ou ebós que o utilizam. unnamed

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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