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Festa da Boa Morte começa hoje e segue até domingo

Ana Cristina Santos Pita, sucursal Santo Antônio de Jesus

 Qua, 13/08/2014 às 00:00

 

Raul Spinassé | Ag. A TARDE   A festa mistura candomblé e catolicismo em quatro dias de cerimônias
Raul Spinassé | Ag. A TARDE
A festa mistura candomblé e catolicismo em quatro dias de cerimônias

A cidade histórica de Cachoeira (a 110 km de Salvador), patrimônio histórico do Recôncavo baiano, inicia nesta quarta-feira, 13, a tradicional Festa da Boa Morte, que prossegue até domingo. Turistas e moradores já transitam pelas ruas da cidade para assistir aos rituais religiosos,  que envolvem este ano  21 mulheres negras, que representarão a ancestralidade dos africanos escravizados e libertos do Recôncavo. A expectativa da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo é que a cidade receba 10 mil turistas e visitantes nesses dias de festa, em sua maioria afro-americanos.

“Será uma média de três mil pessoas por dia. No dia 15, o ponto alto das celebrações, esse número pode chegar a cinco mil”, diz o secretário José Luiz Bernardo.

A festa preserva os seus traços característicos e mistura candomblé e catolicismo em quatro dias de cerimônias. Outros eventos voltados para o povo negro são realizados, como o II Encontro de Saúde dos Terreiros do Recôncavo, nesta quarta e quinta, das 9 às 18 horas, e sambas de roda. Artistas plásticos também vão expor seus trabalhos.

Durante os festejos, a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte sairá da Igreja de Nossa Senhora da Ajuda e segue em procissão pelas ruas da cidade. O corpo da santa é velado, na representação de um enterro, e retorna à Capela da Irmandade. A Missa da Assunção  será seguida de festejos, almoço e sambas de roda, até a  sexta-feira.

Ponto alto

Apesar da grande influência africana, a festa tem elementos da tradição católica.  A programação festiva conta com  rituais católicos, a exemplo de missas, confissões, sentinela da Nossa Senhora da Boa Morte – que é realizada na sede da Irmandade Boa Morte -, e três procissões,  que vão percorrer as principais ruas da cidade.
José Luiz Bernardo, que acompanha a festa  há vários anos, diz que a sexta-feira é o dia mais procurado. “É o ponto alto da festa”, assinala.

Programe-se

| Dia 13 – Quarta-feira |

18h30 – Saída do corpo de Nossa Senhora da Boa Morte da Capela de Nossa Senhora D’ajuda em procissão pelas principais ruas da cidade.
19h – Missas pelas almas das irmãs falecidas na Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Igreja da Matriz).
21h – Ceia Branca na sede da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte.

| Dia 14 – Quinta-feira |

19h – Missa de corpo presente de Nossa Senhora na Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Igreja da Matriz).
20h – Procissão do Enterro de Nossa Senhora da Boa Morte pelas principais ruas da cidade.

| Dia 15 – Sexta-feira |

06h – Alvorada com fogos de artifício.
10h – Missa solene da assunção de Nossa Senhora na Capela da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte.
11h – Procissão festiva em homenagem a Nossa Senhora da Glória e posse da comissão organizadora 2015.
12h – Valsa e samba-de-roda no Largo D’ajuda.
13h – Almoço das irmãs, convidados e pessoas da comunidade na sede da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte.
16h – Samba de roda no Largo D’ajuda.

| Dia 16 – Sábado |

18h – Suculento cozido seguido de samba de roda no Largo D’ajuda.

| Dia 17 – Domingo |

18h – Caruru seguido de samba de roda e encerramento da Festa 2014.

 

Extraído do portal A Tarde

http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/festa-da-boa-morte-comeca-hoje-e-segue-ate-domingo-1613827

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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